Pela estrada que leva a Anjos

O turismo apresenta Santa Maria como a ilha do sol. É verdade, pois chove menos do que noutras ilhas e o clima também é mais seco. Consequência: a cor dominante nos campos, pelo menos no Verão, é o castanho e não o verde que geralmente se associa ao arquipélago.

A confirmação vem logo de seguida, quando viajamos para norte, em direcção a Anjos, uma pequena localidade de onde é fácil, nestes dias de bom tempo e céu limpo, avistar claramente S. Miguel na linha do horizonte. Passando ao largo do aeroporto pela estrada que rasga, em curvas sucessivas, o espaço em direcção a norte, as amplas extensões planas surpreendem pela cor e a vegetação rasteira, mesmo um pouco árida e muito sóbria, a lembrar o Baixo Alentejo continental. Depois da vegetação luxuriante do interior alto de S. Miguel, é quase um alívio atravessar esta paisagem austera, de cores fortes e contrastadas, a razóavel altura em relação à linha do mar, gerando a sensação de pairar sobre o que se vê.

Numa curva da estrada somos obrigados a parar para deixar passar uma pequena manada de vacas (não leiteiras!) em rota sabe-se lá para que destino. Pouco depois chega-se a Anjos, uma aldeia agradável com uma piscina oceânica onde apetece dar um mergulho para compensar a temperatura já razoavelmente quente do final da manhã. À entrada, a Ermida de Nossa Senhora dos Anjos é incontornável, lembrando a quem passa que Cristóvão Colombo (estátua mesmo em frente do monumento) esteve aqui quando regressava à Europa da sua viagem à América.

O regresso pode fazer-se pelo mesmo caminho, como que para corroborar todas as boas impressões da ida. Assim foi.

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