E Santa Maria ali tão perto…

A pouco mais de uma centena de quilómetros de distância, Santa Maria parece uma ilha de outro arquipélago. É a que fica mais a sul e a oriente e também a mais antiga em termos geológicos; podiam citar-se outros atributos, mas nada do que se escrevesse lhe faria verdadeiramente justiça. O melhor é mesmo viajar até lá, fácil de concretizar a partir de Ponta Delgada entre Maio e Outubro – o ferry leva duas horas e pouco e permite o transporte de automóvel, o que é óptimo para explorar o que a ilha tem para oferecer.

É um pequeno território com pouco mais de cinco mil habitantes, calorosos e hospitaleiros, que não parecem particularmente stressados com a presença de uns milhares de forasteiros, na sua grande maioria jovens, por ocasião do festival musical Maré de Agosto, uma iniciativa que se realiza há 27 anos na praia Formosa com grande sucesso.

Tudo aqui tem uma escala agradavelmente humana – habitações com pouca altura, povoações pequenas onde os campos parecem estar sempre ao virar de cada esquina, pouca circulação automóvel, muito silêncio e, sobretudo, vastos horizontes que se perdem pelo mar dentro. Apetece escrever e talvez não seja um exagero: um pequeno paraíso na terra!

À chegada, o clima seco e quente do Verão torna irresistível a comparação com o Alentejo ou o Algarve continental, reforçada pela proliferação de lindíssimas casas de duas e quatro águas de características arquitectónicas inconfundivelmente sulistas.

A humidade subtropical das restantes ilhas não mora aqui – o turismo apresenta-a, muito justamente, como ilha do sol – e isso é uma bênção e convida a prolongar a estadia. Pode fazê-lo (há algumas unidades hoteleiras e bastante oferta de turismo rural) e não corre o risco de se arrepender.

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