Nordeste, o mal-amado

Ir ao nordeste de S. Miguel ou sair de lá é um pesadelo que está em vias de passar à história. A construção, em curso, da SCUT pela costa norte de S. Miguel, vai pôr termo ao relativo isolamento em que esta parte da ilha tem vivido. Prevê-se que as obras estejam concluídas até ao final de 2012 – as eleições regionais do Outono do próximo ano assim “obrigam”… –, mas isso não significa que o visitante tenha de esperar até lá para se deslocar à zona.

Tirando partido do troço de estrada já aberto a partir da Ribeira Grande, mas sem pressas, o visitante fará bem em reservar um dia inteiro para explorar a região. As plantações de chá de Porto Formoso e, mais à frente, da Gorreana, devem constar do programa, já que ficam em caminho.

O restaurante O Cordeirinho (Lomba da Maia, tel. 296446573) pode fazer as honras a um bom almoço, mas a grande afluência de pessoal a trabalhar na SCUT nem sempre torna fácil o desígnio. Uma alternativa menos conhecida mas igualmente agradável e de serviço rápido é o restaurante Moagem (tel. 296462544), uns quilómetros mais à frente, junto ao desvio para a localidade de Salga, já no concelho de Nordeste.

A partir daqui é mais do que evidente a natureza menos povoada e intocada dos espaços, agrestes e austeros, belos e verdes até doer. Será pois sem surpresa, mas com genuíno encantamento, que o visitante se deterá na cascata do Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões, visível numa curva da estrada estreita e sinuosa. A exploração do espaço, cuidado e intervencionado, passa pelo antigo moinho de água e pela casa do moleiro, no centro de um núcleo pensado para dar a conhecer o antigo modo de vida ligado aos recursos locais.

No mesmo registo de natureza, e já depois de passar a vila de Nordeste, a Ponta do Sossego e a Ponta da Madrugada (de onde se pode ter a inesquecível experiência de assistir ao nascimento do sol sobre o mar) são dois tempos de uma mesma sinfonia de cores, luz e grandiosidade natural numa das mais belas costas escarpadas da ilha. Há equipamentos para um piquenique, verdadeira “instituição regional” açoriana.

3 comentários a Nordeste, o mal-amado

  1. O link do Publico para este blogue induz em erro. Aliás é um erro demasiado comum que ocorre com demasiada frequência pela comunicação social em geral e só revela desconhecimento do arquipélago dos Açores que é composto por NOVE ilhas. Estas fotos não dizem respeito às maravilhas dos Açores mas apenas, e tão só, às maravilhas da Ilha de S. Miguel. Seria bom que de uma vez por todas fosse feita essa correcção. Os Açores não são SÓ a ilha de S. Miguel e as suas belezas naturais de modo algum ofuscam as belezas das outras ilhas, nomeadamente as das FLORES, que, na minha modesta opinião, é a mais BELA!

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    • O blog tem relatos “soltos” de viagens. Posts anteriores referem a ilha das Flores, não muito distante no tempo, já este verão: Corvo e Flores-como ponto mais ocidental da europa.

      Quanto à beleza… na minha opinião, cada ilha é um pedacinho único do paraíso e cada uma é bonita à sua maneira.

      —–> por exemplo, a paisagem única, singular e majestosa do Pico não se vê/sente em nenhuma das outras 8 ilhas… :)

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