Costa Rica on the Road

O objectivo era deixar para trás o vulcão Arenal e seguir em direcção à Reserva da Floresta Nublosa de Monteverde. No mapa, são 25km. Parecia fácil… não fosse a falta de uma estrada a ligá-los. Na prática, foram 100km, 40 dos quais por estradas de terra, pedra e muita lama, resultado da chuvada tropical que entretanto caiu.

Viajar pela Costa Rica de carro é só por si uma aventura. Os guias aconselham viaturas 4×4: estradas íngremes de terra batida e riachos para cruzar assim o obrigam. Num país sem qualquer quilómetro de auto-estrada de duas faixas, bem se pode dizer que a aposta do Governo não passa pelo asfalto. O melhor que se consegue arranjar são pequenos segmentos de algumas estradas com duas faixas, o que amiúde pouco serve já que o costa-riquenho se mantém teimosamente na esquerda, mesmo que siga com vagar. Sinais, por seu turno, é coisa rara, o que vale é perguntar ao transeunte ocasional.

Aqui o preço do diesel ainda ronda os 0,90€, mas o consumo excessivo, que as condições das estradas exigem, anula as expectáveis poupanças. O parque automóvel é limitado (pesados impostos na importação quase duplicam o custo dos carros novos) e é surpreendentemente dominado pelas marcas asiáticas, apesar da proximidade com os EUA.

Viajar estrada fora permite-nos conhecer melhor o país: ver que há imensos terrenos for sale em resposta à crescente procura por turistas, especialmente norte-americanos e, simultaneamente, vários grandes empreendimentos inacabados, vítimas da crise do sub-prime e à espera de melhores dias; perceber que qualquer pueblo, por mais pequeno que seja, tem a sua escola – sendo comum verem-se crianças de uniforme sempre impecável. A aposta, afinal, tem sido na Educação.

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