Em Dublin: Temple Bar

Surpresa, surpresa, existem portugueses em Dublin. Mas esta é a verdadeira surpresa. Vão-se embora no domingo e não vão ver a final da Liga Europa na próxima quarta-feira entre o Sporting de Braga e o FC Porto, que seria o principal motivo, por estes dias, para haver portugueses em Dublin. É uma viagem de trabalho, dizem. Qualquer coisa relacionada com whisky. Belo trabalho, diz um deles. Concordo. Depois, uma fotografia do grupo à porta do Hard Rock Cafe em Temple Bar, que era, afinal, o motivo da curta conversa. Digam todos, “Liga Europa”! “Dizer o quê, vodka tónico?”, pergunta, a rir, um dos portugueses.
O vodka tónico não será a bebida mais popular em Temple Bar, uma zona de Dublin na margem sul do rio Liffey, que será a zona da cidade com o melhor “ratio” de “pubs” por habitante – e também é promovida como a área cultural da capital da República da Irlanda. Será mais whiskey – é assim que dizem e escrevem os irlandeses, com o “e” antes do “y” – e Guinness, a robusta cerveja preta nacional, uma marca com mais de 300 anos e que é conhecida e abundantemente consumida em todo o mundo.
Há um “pub” em cada esquina em Temple Bar, e todos oferecem o mesmo: álcool e música ao vivo, não muito diferente dos bares irlandeses no resto do planeta. Depende do dia da semana, mas a noite em Temple dura, pelo menos, até às duas da manhã. Antes dessa hora, as ruas apertadas e de aspecto medieval vão manter-se cheias de gente a passear, a olhar as paredes estilizadas dos bares e a ouvir os artistas de rua a tocar, com o estojo da guitarra no chão, à espera da generosidade de estranhos.

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