A minha primeira semana…
Postado por Em Estágio como Experiências em 5 de Fevereiro de 2010
Ver uma redacção, ganhar ritmo de trabalho, dar sugestões sobre temas que interessem na secção…tudo foi completamente novo!
O entusiasmo e o nervosismo eram um misto explosivo que depressa passou quando cheguei à secção onde actualmente estou – Local.
No primeiro dia fui logo para o terreno e deparei-me com as dificuldades de uma pessoa que, habitualmente, não está neste meio, mas tudo se ultrapassou.
A experiência (que nós estagiários ainda não temos) ajuda-nos em muito a fazer uma boa prática do jornalismo e é isso que pretendo ganhar neste estágio.
Todos os dias aprendo como fazer melhores peças e a minha cultura geral aumenta e foi esse o desafio que me trouxe até aqui.
Agora é continuar e tentar fazer cada vez melhor, sempre com o objectivo de informar o leitor.
Vanessa Jorge
Sair para trabalhar
Postado por Em Estágio como Sem categoria em 30 de Julho de 2009
Andar de helicóptero, algumas saídas em trabalho, muito tempo ao telefone e artigos a abrir a minha secção em duas das edições desta semana. Estas foram algumas das experiências que já coleccionei nas quatro semanas de estágio no PÚBLICO.
Apesar de ter uma ligação à notícia dos 100 anos do Museu da Cidade, por ter sido a primeira vez que saí para fazer um texto, o artigo sobre a Costa da Caparica (para o qual tive de andar de helicóptero) foi marcante. Não minto. Estava ligeiramente (muito) nervoso, já que era a primeira vez que andava neste meio de transporte, mas a experiência foi muito boa.
O problema é que ando a consciencializar-me que vou entrar no 2º mês de estágio, ou seja, faltam pouco mais de 30 dias para que deixe de contribuir para o jornal. E quanto ao tempo que já passou desde que entrei pela redacção não pode ser resumido sem ser pela palavra excelente. Já o nível de aprendizagem na redacção é imenso.
O post hoje é muito pequeno mas importante: gosto tanto daqui que até já tenho coragem para usar o frigorífico da copa para pôr lá uns iogurtes. Continuo a ter problemas para tirar o carro da garagem, mas as rampas é que são inclinadas demais.
Diogo Cavaleiro
Primeira semana
Postado por Em Estágio como Sem categoria em 18 de Julho de 2009
Comecei a estagiar no PÚBLICO há pouco mais de uma semana.
Vim parar à secção do Mundo que, devo dizer, é sangrenta. Sangrenta porque só tenho escrito sobre assassínos, genocídios, envenenamentos, guerras… De um modo geral, mortes e violência.
Mas nem tudo é negativo, embora esse seja um lado muito presente nas notícias. Entretanto, fui fazer um trabalho fora da redacção o que me pareceu um voto de confiança muito grande, sendo eu estagiária e há tão pouco tempo. O objectivo era acompanhar a visita oficial ao porta-aviões americano USS Dwight D. Eisenhower que esteve em Lisboa.
O Jornalismo tem destas coisas. Oportunidades únicas que nos são dadas. Nunca pensei que um dia iria estar em pleno deque de um navio de guerra. E poder contar a história a quem não tem essa possibilidade é uma sensação muito boa. Melhor é saber que há alguém a ler o que escrevemos.
Bem, este foi o momento alto de uma primeira semana em que escrevi bastante para o PÚBLICO Online e também umas breves para o impresso. Já começo a perceber o funcionamento da redacção e da minha secção e a dominar alguns truques necessários para “sobreviver” a este estágio.
O medo que senti no início já diminuiu bastante, mas continua presente aquele receio de falhar. Informar os leitores é um poder muito grande. E como alguém terá dito, grandes poderes vêm com grandes responsabilidades. Não pode passar qualquer gralha, erro, nem uma só palavra que possa suscitar dúvidas. E são os leitores do Online que mais nos mostram isso, por vezes, de forma agressiva. Se apenas soubessem que faço isto há pouco mais de uns dias…
Poucos dias que já me ensinaram algumas coisas. O Livro de Estilo do Público tornou-se o meu melhor amigo. E travo diariamente uma luta com os telexes em francês. Hei-de me habituar.
Filipa Moreno
O início de mais um estágio
Postado por Em Estágio como Experiências em 13 de Julho de 2009
Há uma semana atrás estava eu completamente nervoso. E porquê? No dia seguinte ia começar o estágio no Público. Não tinha quase nenhuma ideia do que esperar a não ser algumas informações que fui recolhendo de colegas que já tinham estagiado no jornal.
Entrei receoso por pensar que podia não estar à altura da grande tarefa que se avizinhava. A crítica de que os estudantes não estão preparados para entrar numa redacção é frequente. E o medo que essa afirmação se acentue por minha causa é grande. É uma enorme responsabilidade poder escrever para um jornal como o PÚBLICO, e quero aproveitar bem a oportunidade.
Em relação à secção a que vou pertencer nestes dois meses de estágio, acabei por optar pelo Local. Ainda não sei bem as razões da escolha. Talvez porque uma das pessoas que me falou do estágio tenha estado nela, ou porque se tratam no Local de questões mais próximas da realidade dos leitores. Penso que também o fiz por ser uma secção que permite a saída para o terreno, que permite ir à procura de informação directamente.
Até agora, isso ainda não aconteceu. Mas tenho gostado do que estou a fazer. Primeiro, é preciso aprender, é necessário ambientar-me, é essencial que perceba o jornal. Por agora, sou apenas um recém-chegado. O que sei não é, de todo, suficiente para poder dizer que faço jornalismo, mas espero que, com o estágio, possa dizer: fiz trabalho jornalístico a sério e orgulho-me disso.
O orgulho, neste momento, vai ainda para o Diogo Cavaleiro no início, ou fim, de alguns artigos. Sabe bem, é muito bom. Mas é um choque toda a responsabilidade: As pessoas informam-se através do que escrevo. E isso assusta-me. Mas obriga-me a que, quando acabo um artigo, pense: “Foi escrito com rigor?”
Diogo Cavaleiro
Amanhã no Globo
Postado por Em Estágio como Sobre o Blogue em 20 de Maio de 2009
Do outro lado do oceano existe um blogue semelhante ao nosso. Chama-se “Amanhã no Globo” e para além de um bom exemplo a seguir pela dinâmica que já demonstra, pode ser também uma importante fonte de troca de experiências.
Fiquem ligados!
Rafael Pereira
Pensamento do dia
Postado por Em Estágio como Sem categoria em 13 de Maio de 2009
Custa-me que o jornalismo tenha que estar dependente da economia. If you know what i mean.
Patrícia Fernandes
Escrever sem palavras
Postado por Em Estágio como Experiências em 11 de Maio de 2009
O fotojornalismo é a arte de captar a realidade de forma diferente do olhar comum. Várias vezes me disseram esta definição durante o meu estágio.
Através de uma fotografia, temos de mostrar ao leitor informação sem que ele precise de ler o texto. Uma tarefa muito díficil às vezes.
Sempre gostei de fotografia. Não tenho nenhum curso, nem nenhum género de formação, só uma licenciatura em Comunicação Social. Que melhor escola para aprender do que o Público?
O meu estágio em fotojornalismo acabou no fim do mês passado. Foi uma experiência única. Dei muitas cabeçadas e tive que puxar muitas vezes pela minha força interior para conseguir continuar. Mas também houve momentos muito bons.
“Aqui não damos ordens!”, diziam-me. Era-nos dado um serviço e tínhamos de ser criativos. E é assim que se aprende, no terreno. Saí um bocadinho mais rica desta caminhada.
Hoje, começo no publico.pt. Desejem-me sorte!
Ana Maria Coelho
Futuro próspero
Postado por Em Estágio como Experiências, Reflexões sobre a actualidade em 7 de Maio de 2009
Não podia dar entrada no mercado de trabalho em melhor ano. Acabei o estágio que realizei no Público no início do mês de Abril e as notícias que me acompanharam durante o primeiro trimestre de 2009 colocam-me um sorriso auspicioso na cara. Em três meses não podia ter havido melhores augúrios para alguém a um passo de entrar no mercado de trabalho. As condições económicas que me esperam batem recordes de excelência e o jornalismo, a área em que me formei, não poderia estar em melhor crescendo.
Gosto deste início de texto, lamento é que não seja verdade.
De facto, a situação em que me encontro é quase a antítese. O período em que o meu estágio decorreu coincide com o tempo em que a “crise” começou efectivamente a assumir uma forma.
Em quase todos os dias deste início de 2009 saíram notícias sobre despedimentos ou maus resultados económicos. O texto dessas notícias bem que podia ser pré-formatado, mudando apenas o nome da empresa e o número de empregos cortados, que ascendem às centenas de milhar. E nem empresas que até então eram imunes a maus resultados se escaparam.
Arrastado pelos maus resultados económicos chega a tão prognosticada crise dos jornais. Desde que comecei a minha licenciatura em 2004 que leio, ouço e discuto o dia em que os jornais como os conhecemos vão deixar de existir. Ninguém sabe quando é que isso pode acontecer mas as notícias recentes parecem indicar que o processo está a decorrer com celeridade.
Nos Estados Unidos, assistiu-se ao desaparecimento de jornais diários centenários (”Rocky Mountain News”, “Seattle Post-Intelligencer” e “Christian Science Monitor”). E aqueles que ainda subsistem, vêem reduções abruptas nas suas tiragens. Em Portugal, os jornais perdem leitores e publicidade a cada dia que passa e os primeiros despedimentos em quantidade já atacaram jornais nacionais (Controlinveste). Apesar disso, e quase paradoxalmente, surgem em 2009 um novo canal destinado à informação (”TVI 24″) e hoje uma nova publicação diária nacional (”i”).
Por outro lado, e também durante este período, surge uma notícia que contrasta com as anteriores, ao carregar uma enorme dose de esperança. Barack Obama subiu aos comandos dos Estados Unidos, e espera-se que tome as rédeas do mundo.
Em quatro pequenos parágrafos, foi esta a conjuntura que marcou os três primeiros meses do ano, mas, mais do que isso, promete marcar uma época. É esta a conjuntura que eu e uma geração vamos ter de dar de caras, agora que passamos a força activa deste país.
No entanto, apesar de vertiginoso o futuro que nos espera, é também aliciante a possibilidade de poder inventar novos valores, de construir novos modelos.
E no final, só me resta a esperança de que 2009 seja mesmo o pior ano dos próximos que nos esperam.
Rafael Pereira
Jornalismo…é isto e muito mais
Postado por Em Estágio como Experiências em 7 de Maio de 2009
Há quase três meses que entro às 8h00 da manhã na redacção do Público em Lisboa. Muitas vezes fui, e sou, a primeira a chegar a uma redacção ainda vazia e silenciosa, onde as primeiras tarefas são rotineiras mas essenciais: revista de imprensa, foto do dia, frase do dia… E começar a actualizar o site com as notícias mais frescas da manhã porque, do outro lado, já há leitores a chegar ao local de trabalho que querem saber tudo o que se está a passar no mundo.
O meu papel sempre foi esse, o de leitora. Mas nunca quis ser só isso. Desde sempre me fascinou o mundo do jornalismo e, aos 14 anos, decidi que deveria ser essa a minha profissão. Queria ser jornalista, viver como um jornalista, ler como um jornalista, escrever como um jornalista, conhecer como um jornalista, querer saber como um jornalista, investigar como um jornalista, incomodar como um jornalista, informar como um jornalista.
E agora estou do outro lado. O que sempre vi como leitora vejo agora como jornalista (ou projecto disso). Claro que nada voltará a ser igual depois de conhecer uma redacção por dentro. Já fui surpreendida e já tive desilusões.
A minha opinião não mudou em relação ao jornalismo: a sua mais importante função, que é promover uma sociedade democrata, crítica, justa, interessada, culta e informada, tem sido cumprida. A democracia deve ser a principal bandeira do jornalismo, totalmente imaculada, livre de pressões ou interesses.
Mas a minha opinião mudou em relação à profissão de jornalista: é uma profissão à qual é fácil apontar o dedo a partir do conforto do sofá, a culpa é sempre dos jornalistas, a culpa é da comunicação social. Exige muita responsabilidade e dedicação. Esforço de corpo e alma.
O jornalismo tem-se afundado aos poucos na corrente da crise, mas eu espero sinceramente que esta seja apenas uma fase de reformulação, mudança, evolução, e que rapidamente se descubra a solução para ultrapassar as dificuldades, sem que o beloved papel tenha que desaparecer. O jornalismo não pode correr riscos. É uma força demasiado poderosa.
E agora, que comece a enxurrada de posts.
Patrícia Fernandes
Eu sou uma jornalista
Postado por Em Estágio como Experiências em 6 de Maio de 2009
“Eu sou uma jornalista”: foi isto que pensei logo ao segundo dia de estágio no PÚBLICO. É verdade. E agora posso assinar por baixo algo que uma pessoa me disse uma vez: “Os estágios no Público são os melhores do Mundo”. Desde que cá cheguei, há pouco mais de um mês, já escrevi mais notícias que em toda a minha vida. Quando na faculdade me pediam para escrever uma notícia de um dia para o outro custava imenso e hoje escrevo dezenas num dia! É muito bom sentirmos que conseguimos superar os desafios e sentirmos que estamos a evoluir.
Lembro-me quando o meu editor me pediu para escrever uma notícia para o jornal sobre um tema que eu tinha estado a investigar. Entrei em pânico quando ele me pediu 3000 caracteres. Passado vinte minutos veio perto de mim e perguntou se podia ser com 4000 e duas caixas. Desespero total … a pensar como conseguiria “encher” tanto e com qualidade. Uma hora depois perguntou se me “aguentava com 5000 e tal caracteres e duas caixas”. Ía desmaiando…e disse-lhe “Eu sou só uma estagiária! Não achas que é muita responsabilidade?”, ao que ele respondeu “Aguentas-te ou não?” e eu prontamente disse “Claro que aguento!”. E aguentei! Nesse dia estive mais de 12h na redacção porque de manhã tinha estado no online. Mas, no dia seguinte lá estava o meu artigo a abrir a secção do jornal. Orgulho.
Isto para dizer que é bom quando não nos tratam como simples estagiários incompetentes. Quando nos lançam desafios e apostam em nós. Vermos o nosso nome escrito no jornal ou no site é muito mais do que motivo de orgulho, é sentido de responsabilidade. Estar a escrever para um jornal de referência não é fácil. Sentimos acima de tudo o “peso da camisola”.
Vão dando notícias que eu farei o mesmo.
Marlene Carriço

