Ontem fomos, como combinado, ao Chapitô participar no debate (do qual já se tinha falado). Infelizmente, e dado o horário tardio, não foi possível a presença de todos os estagiários, mas aqui fica uma espécie de resumo para os mais interessados:
No mesmo espaço de discussão foi possível ter as diversas perspectivas do tema: PSP, jornalistas e ainda representantes dos ditos “bairros problemáticos”. A ideia era, essencialmente, compreender qual a actuação da polícia nos conflitos com bairros sociais, ao mesmo tempo que se questionava a actuação dos jornalistas nestas mesmas situações.
A sensação que tive é que o jornalismo se enquadra como o “mau da fita”. Para a PSP, pela voz do Comissário Flores, somos “nós” jornalistas quem discrimina. Claro que existe bom e mau jornalismo, não coloco isso em causa, mas se efectivamente existir sangue, portas partidas, armas… o que é suposto dizer? Mentir? Não é de todo essa a função desta profissão, e o descartar de responsabilidade da PSP pareceu-me irreal!
Por outro lado, as pessoas dos, já referidos, bairros problemáticos culpam em muito a actuação de quem trabalha com informação. Não digo que não tenham razão em algumas das coisas que foram expostas, mas a verdade é que não podem culpar os jornalistas por fazerem o seu trabalho. Não são os jornais ou a televisão a “corroer” as mentes, a incentivar a discriminação. Dão mais visibilidade aos acontecimentos, é claro, mas não os criam. Pelo menos o bom jornalismo não o faz.
E pronto, foi a ideia geral (com um pouco de opinião à mistura… não se conseguiu evitar).
Beijinhos*
Cláudia Ferreira