O mapa eleitoral duas semanas antes do dia da eleição

Num dos dias mais movimentados da campanha — e rico em desenvolvimentos — aqui fica a voz avisada e experiente de Charlie Cook, um veterano de Washington e das campanhas eleitorais, sobre o mapa eleitoral e os caminhos de cada candidato para a vitória.

O caso do dia de hoje é, sem dúvida, a polémica levantada pelo candidato republicano ao Senado pelo estado do Indiana, Richard Mourdock, com as suas declarações sobre a gravidez pós-violação como um acto divino ou a vontade de Deus, em resposta a uma pergunta sobre o aborto durante um debate televisivo.

Como seria de esperar, o candidato já veio clarificar a sua posição, dizendo ter sido mal-interpretado. Mas ao contrário do que é habitual, Mourdock não “afinou” o seu discurso sobre o aborto, ou a sua convicção de que deve haver nenhuma circunstância (nem a violação, nem o incesto, nem a saúde da mãe) em que esta prática possa ser autorizada. O que o candidato veio agora esclarecer é que não acredita que o acto da violação seja conforme a Deus.

Mourdock é um dos nomes apoiados pelo Tea Party — e também por Mitt Romney, que gravou um anúncio televisivo a apelar ao voto no republicano. A campanha presidencial republicana distanciou-se hoje da posição defendida por Mourdock, mas não retirou o apoio à sua candidatura. Se o fizer nos próximos dias, será sinal da reacção negativa do eleitorado feminino que a campanha de Romney precisa de conquistar.

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Um comentário a O mapa eleitoral duas semanas antes do dia da eleição

  1. Infelizmente não dá para deixar comentários/correcções nas infografias do Público, pelo que deixo aqui uma correcção:

    Na infografia sobre o Mapa Eleitoral dos EUA é dito que o Maine e o Nebraska fazem uma «repartição proporcional dos votos» (que têm no Colégio Eleitoral), ao contrário dos restantes estados, que usam o sistema “Winner takes all”.

    Isto é mentira: não existe repartição proporcional no Maine e no Nebraska. (Existe eventual repartição, mas não proporcional.)

    O Maine tem direito a 4 votos no Colégio Eleitoral: 2 proporcionais à sua população (o que dita também o número de deputados na Câmara dos Representantes) + 2 por ser estado (tal como esse estatuto lhe dá 2 senadores).
    De igual forma, o Nebraska tem 5 votos no Colégio Eleitoral (3+2).

    A repartição destes votos, neste estado, não é proporcional.

    Os 2 votos resultantes do estatuto de estado são dados, ambos, ao candidato que tiver mais votos a nível estadual. Ou seja, é uma espécie de “Winner takes both”, pois basta vencer por 1 voto (popular) no estado para levar esses 2 votos no Colégio Eleitoral.

    Quanto aos restantes 2 (Maine) ou 3 (Nebraska) votos, a repartição também não é proporcional. Cada estado é, de facto, dividido, respectivamente, em 2 ou 3 “distritos eleitoral” com aproximadamente a mesma dimensão. O vencedor de cada um desses distritos fica com o correspondente voto no Colégio Eleitoral, independentemente de ter vencido por muito ou por apenas 1 voto.

    Quer isso dizer que, teoricamente, no Maine um candidato pode ficar com todos os 4 votos no Colégio Eleitoral mesmo que apenas tenha mais 2 votos (populares) do que o outro candidato: basta que vença por 1 voto em cada distrito eleitoral.
    Da mesma maneira, no Nebraska, um candidato que vença por apenas 1 vota em cada um dos distritos eleitorais (logo, que vença por apenas 3 votos a nível estadual) leva todos os 5 votos no Colégio Eleitoral.

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