Mitt Romney como Gordon Gekko

No tema de capa da edição de Setembro da revista Rolling Stone.

“Ele é Gordon Gekko, mas uma versão revista e melhorada, com melhores relações públicas — e um projecto ainda maior”,

Escreve Matt Taibbi, que se especializou na desconstrução dos relatórios e contas dos bancos de investimento e grandes corporações norte-americanas após a débacle de 2088, e é uma das vozes mais respeitadas do jornalismo financeiro dos Estados Unidos, que a candidatura presidencial de Mitt Romney representa uma “mudança” mais profunda — sísmica — na organização social e política americana do que o que prometia o slogan de Barack Obama em 2008.

“Romney tem uma visão e persegue um grande objectivo: nós é que temos sido demasiado lentos na percepção do que é que ele pretende, como temos sido demasiado lentos em compreender as raízes das radicais mudanças económicas que varreram o país na última geração.”

Taibbi denuncia o que considera ser, ao mesmo tempo, a inconsistência e a genialidade da jogada política de Romney, “um bluff calculado de dimensões históricas”, fabricado com contradições e mentiras e alimentado pela “incompetência dos jornalistas americanos”.

O artigo é corrosivo e demolidor, e demora algum tempo a ler. Mas não deixa de ser mais uma peça para juntar ao puzzle, que apropriadamente aparece na altura em que se desenha o retrato de Mitt Romney.

Rita Siza

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