Clint Eastwood quer ajudar a eleger Romney

Clint Eastwood fez Mitt Romney “ganhar o dia” e os norte-americanos podem descansar: o actor e realizador continua a votar republicano.

“Agora mais do que nunca, precisamos do governador Romney. Vou votar nele”, afirmou numa angariação de fundos da campanha do homem que quer substituir Barack Obama.

Os jornalistas já o tinham visto aparecer no encontro de apoiantes de Romney em Sun Valley, Idaho. Mas Eastwood portou-se como se espera que Eastwood se porte e permaneceu sozinho entre a assistência, mãos atrás das costas.

“Há aqui um tipo do mundo da representação, que seguiu os seus sonhos de uma maneira muito pouco comum”, disse o candidato, depois de discursar. “Ele enfrentou a indústria e fez as coisas à sua própria maneira.”

“Posso pedir a Clint Eastwood para vir aqui a cima e dizer olá a toda a gente?”, perguntou Romney, depois dos aplausos.

Dirty Harry não se limitou a dizer “olá”. Contou que foi há mais de dez anos, quando estava a filmar Mystic River no Massachusetts, que viu os primeiros cartazes de Romney, então candidato a governador do seu estado.

“Disse, ‘Deus, este tipo é demasiado bonito para ser governador, mas parece que podia ser Presidente’. Os anos passaram e eu começo a pensar isso ainda mais. Ele vai restabelecer um sistema de impostos decente de que precisamos tanto para que haja justiça e as pessoas não sejam postas umas contra as outras sobre quem paga e quem não paga impostos.”

He just made my day”, disse Romney. “Que tipo.”

A expressão é comum, mas foi imortalizada por Dirty Harry, o detective Callahan, um dos personagens mais conhecidos do actor. Um grupo tenta assaltar o seu café habitual e Harry despacha três dos assaltantes com a sua Smith & Wesson. O quarto e último consegue agarrar numa cliente e apontar-lhe a sua arma: “Go ahead, make my day” (“Vai em frente, faz-me ganhar o dia”, diz-lhe o implacável Harry. É em Impacto Súbito, de 1983, o quarto filme da série Dirty Harry.

Há seis meses um anúncio da Chrysler, que estreou durante o Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, foi confundido por alguns como um apoio de Eastwood à reeleição do Presidente Obama. A marca de automóveis tinha voltado a ter lucro depois de estar à beira da bancarrota. O mesmo ia acontecer à América, dizia Eastwood: “Sim, a América está no intervalo. E a nossa segunda parte está prestes a começar”.

Afinal, Eastwood, que contribuiu financeiramente para a campanha de John McCain, derrotado por Obama em 2008, e em que George Bush pai chegou a pensar para a vice-presidência, ainda vota republicano.

A liderança de Romney, disse em Sun Valley, na sexta-feira à noite, “é agora mais importante do que nunca”. “Só temos de espalhar a palavra e pôr todo o país connosco porque esta vai ser uma eleição emocionante.”

Sofia Lorena

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>