Independentes

Quando chegarem as presidenciais, o candidato democrata vai ter os votos dos eleitores democratas e o candidato republicano vai ter os votos dos eleitores republicanos. O factor “entusiasmo” entre as bases do partido é importante, na medida em que se reflecte na afluência às urnas, mas não é realmente determinante. Os independentes são sempre o grande prémio das eleições americanas, é do seu voto crucial que dependem os sucessos e fracassos dos candidatos: não é por acaso que são descritos como os swing voters.

Uma sondagem New York Times/CBS News publicada hoje dá conta da vulnerabilidade do Presidente Barack Obama junto deste eleitorado que há quatro anos aderiu maioritariamente à sua campanha e agora manifesta o seu desencanto. Dois terços dos independentes não aprova a forma como Obama lidou com a economia, e uma maioria está céptica quanto ao programa do Presidente para um segundo mandato.

Contudo, a rejeição de Obama não se manifesta pela adesão à sua concorrência republicana. Os mesmos independentes manifestam tantas ou mais dúvidas quanto ao actual favorito à nomeação republicana Mitt Romney, sobre quem ainda não têm opinião formada. O candidato tem aí uma ligeira desvantagem face a Obama, uma vez que tem de convencer (e cativar) tanto os republicanos mais conservadores que ainda estão desafectos, como os independentes que por tradição são moderados e mais pragmáticos do que ideológicos.

Uma outra vantagem para Obama é que os independentes tendem a responsabilizar os republicanos pelo impasse-imobilismo-incapacidade do Congresso e Governo federal na resolução dos seus problemas, mais do que o Presidente que prometeu “mudar a maneira como Washington funciona”.

Rita Siza

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