A entrevista

Marianne Gingrich, a segunda mulher de Newt Gingrich, falou em exclusivo à ABC News sobre o seu divórcio e a infidelidade do marido que foi a causa do fim do casamento.

A história não só tem mais de dez anos como já tinha sido exaustivamente tratada pela imprensa americana. Ou seja, não foi nenhuma surpresa, do tipo de surpresas que pode fazer os eleitores, da noite para o dia, mudar de opinião sobre um determinado candidato.

Ainda assim, ouvir a ex-mulher de Gingrich referir-se ao seu à vontade com a adopção de conceitos (ie, comportamentos) que a esmagadora maioria dos eleitores conservadores considera abjectos — o “casamento aberto” — pode ter um efeito de desmobilização a dois dias da primária da Carolina do Sul.

Ou então, atendendo à nova dinâmica da sua campanha (duas sondagens de hoje já colocavam Gingrich um ponto à frente de Mitt Romney), o eleitorado pode interpretar a aparição de Marianne na campanha como uma manobra de distracção, ou ainda pior, uma tentativa de assassinato de carácter, dos rivais de Gingrich.

À “vingança” amarga de Marianne, Newt contrapôs uma invulgar elevação: “Nunca direi nada de negativo sobre ela”. Num comentário preventivo, o governador do Texas Rick Perry, que hoje suspendeu a sua campanha e apoiou Gingrich, já tinha avançado um argumento poderoso para o tal eleitorado conservador. “Newt não é um homem perfeito, mas quem é? Há sempre perdão para aqueles que procuram a graça de Deus. Nós os cristãos acreditamos no poder da redenção”, lembrou, numa alfinetada que não passou desapercebida — “nós” referia-se aos evangélicos, não aos mórmons como Mitt Romney.

Rita Siza

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