Malta, serena (BOA) surpresa

A ideia era arejar uns dias, preferencialmente em lugar nunca antes visitado. Não muito distante e que me afastasse deste arreliador clima instável. Malta nunca me soou como irresistível. Foi destino jamais pensado como prioritário. Por isso, cheguei aqui sem expectativas. Mal preparei a viagem. Os cuidados habituais para conseguir um roteiro de voos adequado e em conta e, uma vez no Mediterrâneo, serenar e logo ver o que fazer.

Obviamente, algum conhecimento histórico e da atualidade do país deu-me noções de muito do que desejava ver e experienciar, mas os detalhes, os ‘segredos’ que meio mundo acaba sempre por saber, passavam-me ao lado.

A escala de uma noite em Bergamo começa a ser habitual – não vejo muitos lugares melhores para estar em ‘trânsito’ – e o regresso, por França, também me permite revisitar, por 10 horas, uma cidade que aprecio: Marselha.
Historicamente, Malta é um país claramente a ter em conta. O que se reflete na sua arquitetura. Benditos cavaleiros da Ordem de São João que nos brindaram com La Valetta e Mdina, lugares soberbos em qualquer parte do Mundo. Estou certo de que são os principais motivos que me farão regressar.

A gastronomia é boa, embora não a tenha achado tão rica quanto a de vários dos seus países de ambos os lados do Mediterrâneo. Logo o azar da especialidade da ilha ser coelho, que aprecio na graciosidade, não no tacho.

As pessoas são simpáticas e descontraídas. E têm muito de “nós”. Esta mescla de culturas que se uniu nas ilhas não fez os malteses muito diferentes dos portugueses. Nem no aspeto, nem na atitude. Senti-me perfeitamente em casa. Marsaxlokk? Esse estranho nome vai ficar, eternamente, ligado aos meus domingos… Birgu?? Hummm… melhor não refletir sobre tudo isto, ou recusar-me-ei a abandonar a ilha…
Podia ter ido a Gozo e a Comino: prefiro deixar as duas ilhas para outra ocasião, que sei se vai proporcionar. Não quis apressar este saborear de
Malta. Quanto à aldeia do Popeye… parques de atração turística não são a minha ‘praia’.

Nesta jornada, tive a feliz companhia de uma tal ‘Sandra L’. Sinto-a como uma metade que ao unir-se a mim nos torna mais do que um. Nada como uma cumplicidade muito além de uma fantástica amizade. E uma simplicidade generosa em viagem, aberta ao desconhecido, focada no simples e genuíno. Estamos em sintonia, AMIGA! E esses pressupostos são condimentos essenciais para que a viagem more por longo tempo no nosso peito…

 

 

 

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura por Malta. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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