Rabat: tudo, menos “bastarda”

Depois de separada, pelos árabes, da gémea Mdina, antiga capital de Malta (em 1570 passou a ser Valetta), Rabat assumiu o seu próprio caminho. Fora das altivas muralhas  fortificadas, dedicou-se à agricultura, mas hoje em dia é centro de excelência para lojas e bares. E edifícios que, ainda assim, mantêm muito da traça tradicional.

O lugar conhecido como berço do cristianismo maltês – terá sido em Rabat que o apóstolo Paulo viveu depois de ter naufragado em Malta no ano de 60 DC – tornou-se bastante maior do que a antiga cidadela. Franciscanos, dominicanos e agostinianos foram religiosos que também ajudaram ao seu desenvolvimento. Isso também explica o imenso património histórico da cidade, com bastantes ruínas romanas e catacumbas do início do cristianismo.

Um pequeno jardim separa Rabat da idílica Mdina e é natural que viva na sombra da vizinha, porém Rabat (a palavra significa “subúrbios”) tem personalidade e beleza próprias e tem conquistado crescente pujança económica no país. A isso ajudou o controlo dos ingleses em finais do século XIX, com a criação de vários serviços sociais como escolas, correios e serviços médicos, água potável, iluminação pública e comboio para Valetta. Foi nessa altura que os L’Isle Adam e Count Roger surgiram na vida musical e cultural do país.

O desenvolvimento de Malta no século XX criou uma nova cidade velha em Rabat, por contraponto com áreas mais modernas.

A igreja de S. Paulo foi construída no século XVI, por cima da gruta onde se acredita que o apóstolo viveu e rezou durante a sua permanênciaem Malta. A Grutade S. Paulo é apenas uma pequena parte do enorme complexo de catacumbas debaixo de Rabat, construído através dos séculos depois dos Judeus da Palestina trazerem para estas paragens o conceito de enterro numa câmara subterrânea.

A Villa Romana é um museu de antiguidades romanas como cerâmica, objetos de vidro, túmulos e bustos, destacando-se o bem preservado chão de mosaico.

Os Jardins Buskett são um parque público arborizado, uma raridade em Malta. Ótimo para piqueniques e os festivais de verão que habitualmente alberga.

Ali perto, vale igualmente uma visita ao Palácio Verdala (1586), construído pelo Grande Mestre, atualmente a residência de verão do Presidente de Malta, bem como um passeio pelos ‘Dingli Cliffs’.

A manhã vai longa e a fome ganha terreno no subconsciente. Nada como descansar e saborear o sol no largo em frente à catedral de Rabat, enquanto me entrego aos prazeres de petiscos malteses, regados com relaxante tinto…

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura por Malta. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

Esta entrada foi publicada em Sem categoria com os tópicos , , , . Guarde o href="http://blogues.publico.pt/corrermundo/2016/04/07/rabat-tudo-menos-bastarda/" title="Endereço para Rabat: tudo, menos “bastarda”" rel="bookmark">endereço permamente.

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>