Museu marítimo e presidiário

Façanhas. Indígenas. Explorações antárticas. Perigosos delinquentes. Mapas únicos. Registos fotográficos singulares. Sofrimento. Dor. Tudo isto e muito mais num único local. Uma viagem no tempo. Imperdível.

Ushuaia está demasiado sujeita as humores de São Pedro, pelo que importa, com tempo ‘duvidoso’, ter planos alternativos. Bom, estou a ser tremendamente injusto: este museu deve, MESMO, ser uma aposta “A” para quem se aventura neste Fim do Mundo. Não compete com as belezas naturais, pois é de outro campeonato. O antigo presídio foi a razão de ser da cidade e o museu criado após o seu abandono situa-nos na perfeição no que foi e é a vida nestas desafiantes latitudes extremas.

O presídio foi desativado em 1947, mas o museu só nasceu em 1995. Na verdade, é um conjunto de museus num só, pois junta o presidiário, o marítimo, o antártico e o de arte marinha. Em conjunto, um acervo que nos permite esclarecer todas as perguntas geográficas, antropológicas, naturais, artísticas e históricas da navegação antártica…

Há igualmente uma galeria de arte com exposições, uma biblioteca com obras raras, videoteca, hemeroteca (jornais/revistas) e um centro de eventos. Impossível passar ao lado de minuciosa coleção de miniaturas de barcos que exploraram o antártico.

São 380 celas que receberam os mais perigosos criminosos da Argentina. Os encarcerados construíram a sua própria prisão. Tão odiada quanto… desejada: muitos fugitivos acabavam por abortar a tentativa, depois de se depararem com o frio e condições inóspitas do exterior. “Terra Maldita” era o nome que os presos davam à ilha da Terra do Fogo.

Os prisioneiros ajudaram também a construir ruas, pontes e a fazer a exploração de bosques de Ushuaia.

Aqui, tudo impressiona. É preciso tempo para lêr. E compreender como tudo era ainda bem mais difícil neste lugar inóspito. Um local que chega a ser triste. E que nos ‘esmaga’ o ânimo, quando pensamos ao que foram sujeitos os pioneiros.

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura pela Argentina e Uruguai. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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