Misteriosa Cidade Subterrânea

Antes de mergulharmos no misterioso deserto de Maranjab, exploramos as profundezas de uma antiga cidade subterrânea, nos limites do inóspito. Uma obra notável usada essencialmente como refúgio a ataques indesejados, mas também como forma de proteção do calor e para o armazenamento de água, indispensável em zonas tão quentes e áridas em que sobreviver já é, em si, uma arte. Na verdade, neste momento está um calor tão abrasador que começar a descer os inúmeros degraus (três andares de corredores labirínticos), quase a pique, para o enorme antigo reservatório de água adjacente é uma benesse no momento mais apropriado.

Todas as casas da aldeia tinham uma ligação às profundezas da desértica paisagem. Tão discreta e bem guardada que os invasores nunca a descobriam. E, se o fizessem, sobravam armadilhas para que, no subsolo, não fossem bem sucedidos na sua missão. “Alguma pista sobre a ligação?”, questiona-nos Alex, que nos conduz nesta jornada subterrânea. Somos criativos nas respostas, mas apenas ficamos perto da verdade. “Habitualmente a ligação era feita a partir de dentro do… forno da cozinha. Quem se lembraria de procurar lá?”, atira.

Alex, com um inglês perfeito, mesmo raramente tendo saído de Kashan, vai juntando o “muito espertos/muito inteligentes” a tudo o que é de origem Persa. De tal forma revela o seu entusiasmo patriótico que nos dias seguintes continuam as piadas do grupo Bornfreee.com, garantindo que as maiores banalidades – e, até, algumas ‘imbecilidades’ em tiradas de humor negro – são persas.

Para poderem sobreviver durante vários dias longe do perigo, no pouco agradável subsolo, todos os detalhes foram pensados: há diversos pontos de circulação – e refrigeração – do ar, cozinhas, WC’s, água potável, armazéns, lugares para guardas/sentinelas, espaços para diferentes famílias… tudo gizado ao pormenor. Engenho persa que teve várias réplicas deste tipo de projeto por todo o país.

Ouvir histórias sobre um lugar destes estimula a nossa imaginação. E a admiração pelos persas. Calcorrear, ‘in loco’, todas estas recentes descobertas é puro privilégio.

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura pelo Irão. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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