O Mundo em jóias

51.366. Repito: 51.366. O Mundo perfeito. 34 quilinhos em imensos milhares de pedras preciosas. Diamantes. Esmeraldas. Rubis. Este incomparável globo, de 1869, é apenas  uma das muitas peças guardadas no museu nacional das jóias e que motivou guerras, perdas e reconquistas. Mares em esmeralda, continentes em rubis. Pérsia, Inglaterra e França em diamantes. Dá para imaginar?
Guardas bem armados. Detetores de metais. Bilhete. Guardar sacos e maquinas fotográficas. Guardas novamente. Novo detetor de metais e ainda mais guardas. E agentes à paisana no bunker do banco que alberga espólio que vale de reserva de valor do banco central do Irão, sustentando a credibilidade da sua moeda.
Apenas encostar o nariz ao vidro pode ser fatal. Soam todos os alarmes. Experiência a evitar no que deve ser o principal ponto de atração turístico de Teerão. Depois do majestoso palácio Golestan, nada com ver como os Safavid e os Qajar se adornavam.
No séc. XVIII, este espólio chegou a ser parte das conquistas da Índia, mas poucos anos depois, com a Pérsia com novo senhor, voltou, parcialmente, a casa. Não a bem. Apenas depois do líder enviar um exército a provar a seriedade das suas intenções.
Já vos falei do trono Peacock que contem 26,733 gemas?  E do maior diamante do mundo por lapidar Darya-ye Noor. Sobram motivos de interesse para demorada visita. Não tem legendas em inglês, pelo que vale bem esperar por um guia, sem custo adicional.

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura pelo Irão. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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