Ouro da discórdia

Há gritos. Vozes que se atropelam. Entusiasmo. Discussão. Sorrisos. Corpo a corpo que promete violência. Um arco-íris de reações. A cotação do ouro flutua. Tal como os humores nesta pequena praça ao ar livre.

Estamos nas “barbas” do bazar de Teerão. Um espétaculo tão genuíno quanto inesperado. Não gostam que me aproxime. Muito menos que filme e fotografe. Afasto-me quando o calor de séria discussão ameaça alastrar.

Sei que não é dos mais estimulantes do país, mas dá para resistir?

Gosto particularmente dos bazares. Não tarda já me perco em imenso mercado. Basta um corte à esquerda e pensar que repetir o movimento me devolve à galeria principal. Erro crasso. Sucessivos. E assim nos perdemos. Mesmo que por pouco tempo. O grupo já nos espera. Há muito mais para ver. E voltaremos…

É improvisado um piquenique na berma circular de fontanário. A fome impõe leis. Tal como os especiais sumos de fruta. Não me cansarei de “comer” melão puro. Fresco. De palhinha.

Somos imprevistas “estrelas”. Centro das atenções. O turismo não é especialmente prolífero no Irão. E sentimos isso sempre que inúmeros olhares repousam em nós. Habituámo-nos rápido. Tal como às sucessivas curiosas abordagens dos locais. Os iranianos andam sequiosos por contacto com o exterior…

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura pelo Irão. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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