Lendas da Pérsia

Há muitos, muitos anos, deslumbrado na Terra do Fogo, em Ushuaia, uma alemã, que percorrera bom Mundo, surpreende-me durante um chá, com o sabor do laranja que no horizonte personificava o desmaiar do dia, no Fim do Mundo (onde o projeto www.bornfreee.com regressa em Novembro): “Não há povo igual ao iraniano. O mais afável deste planeta. És apaixonado por pessoas, pelo que deve ser uma prioridade para ti”.

Reforça o conselho exemplificando vários casos do que lhe sucedera, em múltiplas situações com iranianos. O equilíbrio entre o bom senso e o entusiasmo com que os seus olhos falam do país dão acrescida credibilidade às suas palavras.

Antes que se cumpra uma década deste desafio, decido verificar se essa entusiasta voz – e várias outras, de igual tom, ao longo dos anos – tem correspondência na realidade. O Irão fascina-me por imensas coisas e, finalmente, está na hora de o explorar.

Seremos uma equipa de futebol neste novo desafio www.bornfreee.com. Mais um destino desconhecido e a aventura de o conhecer em conjunto com um grupo multidisciplinar que promete fazer história, em viagem.

Habituei-me a não criar expectativas e a regularidade da partida há muito me tirou o saudoso friozinho no estômago pela viagem que se aproxima: só quando pisar a Pérsia os meus sentidos despertarão para um dos mais estimulantes países do globo.

Relaxem os pessimistas. Estamos irresponsavelmente cientes de tudo o que implica esta aventura: os eventuais ‘perigos’ alinham em campeonato bem inferior aos estímulos destas ancestrais terras.

Daqui a umas horas estarei no aeroporto. Tenho uma mochila para fazer. Milhares de euros para empacotar (os nossos cartões de crédito-débito não funcionam no país). Este e outro texto para escrever. E um dente que decidiu ‘implodir’ na última ceia. Mal sabia que me ía roubar a noite. E que me obrigaria a consulta de emergência para o desvitalizar em manhã de voo. Já é sina. Sempre que me preparo para voar, algo acontece. Como que a aconselhar-me a abrandar o ritmo.

Entusiasmam as inúmeras proibições sociais no Irão. Há umas quantas regras que desejo quebrar. Bom, chamemos-lhe apenas ‘contornar’. E parece que não sou o único neste experiente grupo.

 #Bornfreee e #Kitatogoestoiran são os lugares onde podem seguir esta aventura, no instagram. Tal como em @Bornfreee. E, como habitualmente, também em www.bornfreee.com. Tens vida para nos acompanhar?

Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua aven­tura pelo Irão. No site www.bornfreee.com pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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