LIJIANG

Património Mundial da UNESCO, nomeadamente a cidade velha. Foi palco de 800 anos da rota do chá e também integrou a igualmente mítica rota da seda.

O terramoto de 1996 chamou a atenção do Mundo para este lugar de invulgar beleza. Recebeu ajuda internacional para recuperar a áurea que sempre teve, mas, agora, com muito mais turismo. O desastre natural levou a cidade para uma nova era. Global.

Diferente das outras cidades históricas pela arquitetura, destaca-se ainda pelo seu sistema de água e pontes na zona velha (influência do Rio Jade, que se divide em três nesta zona), um labirinto de ruas sinuosas, ainda assim desenhadas respeitando as regras do feng shui.

Este território Naxi tornou-se um destino para artistas, estudantes e aventureiros. Deixou de ser segredo. E outros públicos chegam…

 Mercado Lijiang

Não acredito no que vejo. Desnecessário beliscar-me. A música é tipo folclore e as improváveis bailarinas… As senhoras da grande secção de talho do mercado de Lijiang, o ilustre palco de tão singular atuação. Voltas para a frente e para trás, braços aos esses no ar e cabeças altivas. Improviso ao melhor estilo caribeño.

Umas dez mulheres animam o mercado. E como me entusiasmam… Resisto a juntar-me à coreografia. Mas parece que intimido. Ou a minha pequena máquina. E ‘empurro’ as duas de cá para a ponta oposta. Não pensariam ter estranhos na audiência.

Cirandar pelos mercados é dos meus desportos favoritos. Disperso-me em diálogos e brincadeiras com vendedores locais. Por vezes arrisco incompatibilidades de humor. Paciência. Sorriso amigável e parto para outra. Um regalo ver fruta e legumes que desconheço. E ter quem mo explique.

Estes mercados já são tecnicologicamentente avançados. A TV dos momentos sem clientes cedeu aos tablets e smartphones. A filmes, novelas e música. A atenção deixou de estar no potencial cliente. Já não o chamam. Aguardam por ser interrompidos. Inversão da lógica que apanha cada vez mais vendedores. Há quem conserte panelas velhas. Sapatos intratáveis. Serviços de costura masculinos. E há presunto!! Sim, não com o estilo e sabor do nosso, mas…

Aventais azuis com boné branco anuncia vendedoras de vegetais. No atrelado da bicicleta onde estão sentadas. Há ovos verdes, amarelos e cor de terra. São tratados para ter sabores distintos. Há quem aguente moribundos peixes com recurso a pequena máquina que supostamente oxigena a água, em pequenas bacias. Ainda se mexem… De papo para o ar, de olhar inerte, sem vida. E, invariavelmente, há quem jogue. Sempre a dinheiro…

_
Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua via­gem pela China e Birmânia. No site www.bornfreee.com  pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

Esta entrada foi publicada em Ásia, China com os tópicos . Guarde o href="http://blogues.publico.pt/corrermundo/2015/03/17/lijiang/" title="Endereço para LIJIANG" rel="bookmark">endereço permamente.

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>