Military “party”… again???‏

Dia da defesa da pátria mãe. Dia da bandeira nacional.

Dia da vitória. Dia da Rússia. Dia da Unidade. Estes, são feriados nacionais. Oficiais. Toda a nação os celebra. Mas há outros motivos para celebrações “parciais”.

Na Rússia festejam-se muitos dias, com um denominador comum. Adivinham? Vamos a isso: aqui são comemorados o dia da engenharia militar, dos defensores da pátria, das tropas do ministério do interior, dos serviços especiais do exército, da unidade da nação, dos comissários militares, dos especialistas em leis militares, dos operadores de radio militares – ufa… vamos respirar? – das tropas de defesa antiaérea, dos guardas fronteiriços, dos partisans, das tropas dos caminhos de ferro, das forças aéreas, das guardas russas, dos especialistas em armas nucleares…

Recomeçando, há o dia dos tripulantes de tanques de guerra, das unidades de missão especial, dos controladores alfandegários, dos guardas não-departamentais do ministério da administração interna, dos batedores militares, da harmonia e reconciliação, da polícia russa, das tropas de defesa radioativa, química e biológica, dia da artilharia e misseis, das forças dos misseis de balística intercontinentais e dos serviços de segurança nacional.

As guerras e batalhas não são esquecidas. É por isso que se celebra a contraofensiva ao bloqueio a S. Petersburgo, as vitoriosas batalhas de S. Petersburgo, Moscovo, Kurski, Borodino e Kulikovskaya, êxitos sobre os cruzados alemães em 1242 e ante as frotas da Suécia em 1714 e Turquia em 1812 e 1853, bem como a captura do forte Izmail em 1790. Ainda assim, os meus favoritos são os dias da solidariedade na luta ao terrorismo, das forças do espaço exterior, dos sinaleiros militares e das vítimas das repressões políticas.

Já tinha saboreado, “in loco”, o entusiasmado do dia da marinha. Agora não escapo ao dia da força aérea. Diferenças? Nenhuma. Apenas que a primeira foi em S. Petersburgo e agora estou em Moscovo.

São muitos milhares que se reúnem no imenso Gorki Park. Há música e muita bebida. Sobram as típicas t-shirts às riscas, trajadas por homens no ativo e na reserva, bem como seus amigos e familiares. E outros que apenas vestem esse pretexto para se juntar à festa. Que, já se sabe, vai ultrapassar os limites do… bom senso.

Para entrar no parque, há que passar primeiro por um detetor de metais e uma pequena revista. Depois, há um grande lago que recebe dezenas de efusivos ébrios militares. Que tentam elevar a bandeira do país o mais possível. Há vómitos. Dentro e fora do lago. Há lixo. Adereços alusivos à Rússia.

Este filme não precisa durar muito. Prefiro experimentar o sabor de uma espiga de milho. Explorar o parque. Apreciar um casamento.

E serenar junto ao rio, apreciando os cruzeiros que se arrastam à espera do lusco-fusco…

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Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua via­gem pela Rússia
. No site www.bornfreee.com  pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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