Banquete & Copos

São caminhos novos e sempre surpreendentes que nos devolvem ao centro histórico de Tbilisi. Sobram edifícios fantásticos… a cair. Surpreendo-me com várias hipóteses de investimento que não passam disso mesmo. Desejasse eu morar nesta cativante cidade, seria bem estimulante o processo de escolha de habitação. A zona antiga vai sendo recuperada, embora a ritmo aquém do esperado: há quem invista em pequenos bares temáticos a tentar antecipar um boom de turismo. Pelas qualidades da Geórgia, há motivos em demasia para isso acontecer o quanto antes. Mas nem tudo é assim linear…

Enquanto isso, as casas vão-se desgastando pachorrentamente, à espera de uma segunda vida. Na verdade, é esta realidade carcomida que dá um encanto tão especial a esta zona.

Os planos iniciais são traídos por uma “tasca” do mais popular. A cave está cheia. E há uma só mesa a vagar. O instinto leva-nos a querer ficar. Estamos numa taberna onde a comida tem excelente aspeto e sai com cadência interessante.

Damos uma vista de olhos por outras mesas e vamos compondo o cardápio. Bateremos o recorde do Mundo da insensatez. Ao ponto de doer a alma.

Pedimos um misto de carne estufada em molho de tomate algo picante. Temos uma espécie de “jaquinzinhos”. Saladas do mais diverso. Dumplings. Beringelas recheadas. Um tipo de alheira que muito lhe fica a dever em sabor. Ao exagero junta-se, posteriormente, um frango inteiro. Alguma comida, ficará somente pela metade…

Há dupla masculina na casa dos quarenta que anima o início da noite. Completamente embriagados, os nossos vizinhos dizem-nos o que é bom na casa. Traduzem algumas coisas e querem saber de nós. Onde quer que vamos com estas donzelas, impossível a paz. Todas cativam o interesse/curiosidade dos locais.

Os sorrisos desenrolam-se, a conversa fluí e o álcool “liga” tudo. Em dose acertada. Está-se bem…

Bonfreee Experience Irão 2015 ainda não “abriu” oficialmente, mas esta noite ganha dois encantadores reforços. À saúde de novas aventuras…

Queremos voltar ao Linville para um último copo. O cenário  merece que lhe dediquemos esta despedida. E nós também. Está cheio… e apenas sobra um lugar privilegiado para o quinteto. Revisitamos as férias e a Marília é recuperada para o seio do grupo. O tempo pode parar, pois tudo é perfeito. Até o gelado com o qual ultrapasso o bilião de calorias nesta jornada pela Geórgia, Arménia e Nagorno-Karabakh.

O bom-senso manda recolher. O táxi para a madrugada seguinte está acordado. Temos voo ao raiar do dia. É ver se o homem, que não diz uma palavra de inglês (acordo feito com tradutor), cumpre com o combinado…

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Rui Bar­bosa Batista relata no blo­gue Cor­rer Mundo a sua via­gem pela
Geórgia, Arménia e Nagorno Karabakh. No site www.bornfreee.com  pode ace­der a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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