Até onde vais com 5 euros? Dia 12. Estrela, aldeias históricas, Gouveia: Um desejo adiado… um obstáculo ultrapassado!

 

Poucas horas de sono e o dia já está de pé. Uma visita guiada pela Serra da Estrela já está marcada.

Com um grande pequeno-almoço no café Aromático, em Vila Cortês, sentimo-nos preparados para a grande aventura. A vontade de ver a neve era enorme e estávamos com sorte. Ela estava à nossa espera. No caminho, resolvemos parar para conhecer o Museu das Miniaturas de Gouveia, carros de colecção de todos os tipos e feitios, desde réplicas do carro de John Lennon até ao carro de Adolf Hitler.

Seguidamente, André e Mauro da ViVaVentura, estão à nossa espera. André vai levar-nos a conhecer os trilhos serranos. Com um todo o terreno adequado ao roteiro que muitos desconhecem, mas é isso que nos move. Folgosinho é a primeira paragem. Aldeia típica com pequeno castelo que a destaca no alto da Serra e evidencia toda a sua beleza paisagística. Conhecendo a serra como ninguém, o nosso guia mostrou-nos uma pequena curiosidade. “Vamos conhecer a Pedra do Faraó”. Uma simples rocha semelhante a estas figuras de autoridade do antigo Egipto. Subindo e descobrindo, passamos por Casais de Folgosinho, uma aldeia fortemente ligada à pastorícia. A neve avista-se ao longe e a paisagem é deslumbrante. A eletricidade surgiu hà pouco tempo e por via de um documentário televisivo. Ficamos na dúvida da existência de água canalizada ou de uma de uma rede de esgotos.

A próxima paragem é Covão da Ponte, concelho de Manteigas. O sol aparece de uma forma envergonhada e o vento traz o frio gélido, que nos bate na cara mas que não nos impede de seguir viagem. Apesar das dificuldades, a nossa curiosidade embala-nos nesta aventura. Siga a viagem!

Chegados ao Vale do Rossim, encontramos um manto branco, sobre a barragem que preenche o olhar de quem por ali passa. A vista é lindíssima, apesar do frio.

São já 15 horas, hora de almoço ou melhor de quase-lanche. Regressamos a Vila Cortês da Serra onde vamos almoçar e o café está a nossa espera no Rossio, na vizinha Vila Ruiva onde somos recebidos entre jogos de sueca e gargalhadas.

Próximo destino? Linhares da Beira. A chuva não ajuda mas ainda conseguimos conhecer esta aldeia que se integra nas Aldeias Históricas de Portugal.

Segue-se Marialva, um destino desejado desde o início … Vamos lá! Em direcção ao seu castelo o pôr-do-sol ilumina uma aldeia que parece abandonada. Percorremos as suas muralhas e os seus monumentos, respiramos um pouco daquele ar.

Vamos até à Mêda e, percorrendo um pouco das suas ruas, uma montra chama-nos à atenção, o seu espaço cativa-nos. Vinhos e Eventos. Apresenta-se como um “ponto de encontro” para uma conversa sem stress, um convívio sereno ou momentos de relaxe. O sr. Janeiro dá-nos a conhecer um pouco do seu espaço e dos seus produtos. Vinhos requintados, enchidos e compotas caseiras de fazer crescer água na boca.

Regressamos a Gouveia, um convite surge e hoje vamos jantar à Taverna A Fonte na companhia de amigos. Recebidos de forma calorosa, surgem conversas, histórias e sorrisos. O jantar termina, levantamos a mesa, ou melhor, tentamos. Vítor é mais uma prova da bondade das pessoas com quem nos temos cruzado, recusa a nossa ajuda, mas este seu gesto teria que ser retribuído e levamos a nossa teimosia avante.

Tudo arrumado e limpo seguimos para o Palmeira Bar, um espaço acolhedor onde a conversa se prolonga. Depois, até ao So Simple, espaço conhecido do André onde várias vezes passou música, onde se respira alegria, diversão e boa disposição. Uma casa que, normalmente se encontra fechada a um dia de semana. Entre cânticos e guitarradas surgem momentos de diversão que nos envolvem pela noite fora.

Já a precisar de descansar, regressamos aos nossos aposentos! O dia amanhã adivinha-se longo!

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“Até onde vais com 5 euros?” É a per­gunta de um grupo de cinco estu­dan­tes entre os 19 e os 24 anos, da Escola Supe­rior de Ges­tão de Idanha-a-Nova, que andam à des­co­berta de Por­tu­gal numa car­ri­nha. Orça­mento: cinco euros cada um. Con­tam com a soli­da­ri­e­dade e estão pre­pa­ra­dos para tra­ba­lhar em troca. Pode saber mais sobre a aven­tura na Fugas, segui-los neste blo­gue ou no Face­book ofi­cial.

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