Até onde vais com 5 euros? Dia 9. Braga, Gerês e um recanto de tanto

Gerês
Bom dia cidade Invicta, ou será boa tarde? 8 horas seria a hora programada para sair. Já são 12h… a noite foi longa. Hora da despedida, “obrigada Alexandra,  até uma próxima” e rumo ao Gerês.

Primeira paragem num café a meio do caminho para beber um cafezinho na pastelaria Saborosa e, como o próprio nome indica, é mesmo saboroso. Ofereceram-nos pastéis de nata, pão e uma broa, estamos no norte e confirma-se, é tudo boa gente.

Braga

Passamos por Braga e vamos ao Bom Jesus só para uma pequena paragem. Depois de várias voltas, perdidos em Braga achámos o caminho certo para o Gerês para estarmos o mais norte possível e porque este é um local obrigatório de passagem.

Prosseguimos viagem e mais uma vez a paisagem é deslumbrante, inspira-nos e leva-nos a viagens mentais.

A alegria continua entre nós, só boa disposição no coração.

A chegada ao Gerês corta-nos a respiração: deslumbrante e sem palavras. Armando Araújo, vice-presidente da associação Gerês Viver Turismo, já estava à nossa espera para nos fazer uma visita guiada. Já era um pouco tarde, o sol quase a desaparecer, mas ainda havia tempo para conhecer um pouco este recanto.

Saímos do Hotel Carvalho Araújo, um hotel familiar, gerido pelo sr. Armando, situado no vale das termas do Gerês. Existem as termas pois este vale faz parte das maiores fracturas geológicas da Península Ibérica. Vamos então em direcção ao emblemático miradouro da Pedra Bela, nome oriundo de pedra de vela, onde os pastores observavam (velavam) os seus animais e a caça. O sr. Armando explica-nos que na opinião do padre Martins Capela, expressa na revista Estudos Sociais, “a tal Pedra Bela, muito conhecida das Caldas, suponho não fazer jus a tal epíteto: há-de ser Pedra de Vela, donde os pastores velavam a caça ou as manadas pelo vale, este equívoco terá sido induzido pela «pronúncia minhota» da letra V”.

Diz-nos o sr. Armando: “sinto-me tentado a concordar com o autor, pois não vejo na dita pedra beleza que justifique o nome. Bela será a paisagem que dali alcançamos, dada a sua localização consegue-se vigiar, velar uma vasta área” de rios e floresta que preenchem o horizonte.

Gerês

Deslumbramo-nos com as “noivas da floresta”, assim chamadas devido à cor branca do seu tronco – na realidade, é uma área arborizada de bétulas.

Chelo, local classificado como imóvel de interesse público pelo Instituto dos Monumentos Nacionais, a denominada Estância Arqueológica do Chelo.

Nesta área das “noivas da floresta” esconde-se o que seria um povoado medieval: ainda são visíveis algumas ruínas do que outrora foram edifícios.

Mais acima está a cascata do Arado, um ícone da Serra do Gerês. Subindo 56 degraus, observa-se uma imponente queda de água.

Seguimos em direcção à aldeia de Ermida, onde os residentes trabalham em harmonia. Como exemplo, a utilização do lagar de azeite bem como guardar à vez o gado caprino durante todo o ano e o bovino de Maio a Setembro.

Seguimos novamente para o hotel e as boas noticias chegam, já que fomos convidados a pernoitar no mesmo.

Entretanto chega a hora de jantar e seguimos o conselho do nosso guia. Vamos à pizzaria Vai Vai, onde, com certeza, somos bem acolhidos. Três pizzas típicas, deliciosas.

Somos tão bem acolhidos que passada uma semana e um dia da viagem começámos a olhar para trás e ainda não acreditamos em tudo o que já nos aconteceu.

A cama chama por nós, o Sporting ganhou e está na hora de fechar o dia. Boa noite!

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“Até onde vais com 5 euros?” É a per­gunta de um grupo de cinco estu­dan­tes entre os 19 e os 24 anos, da Escola Supe­rior de Ges­tão de Idanha-a-Nova, que andam à des­co­berta de Por­tu­gal numa car­ri­nha. Orça­mento: cinco euros cada um. Con­tam com a soli­da­ri­e­dade e estão pre­pa­ra­dos para tra­ba­lhar em troca. Pode saber mais sobre a aven­tura na Fugas, segui-los neste blo­gue ou no Face­book ofi­cial.

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