Até onde vais com 5 euros? De Cinfães ao Porto. Dia 8 – Visitas inesperadas…

Porto à vista

Em Cinfâes, uns pequenos trabalhos para agradecer a hospitalidadeAcordámos como novos. A Patrícia sente-se em casa. Uma família grande, acolhedora e humilde. Patrícia viveu em Cinfães há sensivelmente sete anos. Está completamente na “praia dela”.

O banhinho é tomado, o pequeno-almoço é servido e vamos tentar “atestar” o depósito para chegarmos mais longe. Depois de irmos aos Paços do Concelho, e como o senhor presidente não se encontra, as bombas da Galp são o destino. Conseguimos que sete pessoas facultassem 1€ ao colaborador da estação de serviço. Uma boa ajuda mas infelizmente, insuficiente. Vamos ao Intermaché. Falamos com a senhora Adelaide que por sua vez passa a palavra à gerente, a sra. Goreti, que já nos conhecia e não hesitou em ajudar-nos.

Cedeu-nos um plafond para fazermos compras e ainda nos atestou o depósito. As provas de carinho gratificam-nos.

Felizes e contentes com mais uns quilómetros garantidos e comida para as viagens, vamos almoçar com as amigas da Patrícia. Um franguinho estufado com arroz recheado de amor e carinho.

As saudades já apertam, mas temos de continuar caminho. Beijinhos e abraços e até uma próxima, as saudades permanecem.

Descemos até Porto Antigo, onde conhecemos a estalagem/hotel onde o Rio Bestança desagua no Douro. O Hotel está lotado com a selecção inglesa de canoagem que se prepara nas águas do Douro.

Vamos voltar à estrada e o Douro acompanha-nos. Mais paisagens lindíssimas criam sentimentos, estados de espirito. Mesmo com a fadiga destes oito dias, existem momentos, instantes, que ultrapassam qualquer coisa. Continuamos unidos como antes, não existem atritos, a menina continua princesa e os meninos continuam a comportar-se como cavalheiros.

Chegamos à cidade Invicta, o Douro, as pontes, a história em cada recanto. Vamos ser acolhidos por Alexandra, que na sua cave criou um espaço acolhedor, semelhante a um hostel. O convite que nos chegou via facebook pareceu-nos ótimo, visto que o Porto foi este ano considerado o melhor destino europeu – e pela segunda vez, tendo sido a primeira em 2012. Alexandra e a sua família são mais uma surpresa. Um banquete servido, desde folhado de alheira, pizza, quiche, pão, enchidos e, uma vez mais, muito amor e carinho. Acolhidos como se fosse em nossas casas, sentimos que nunca seriamos tão bem recebidos em mais lado algum. Sitio perfeito, pessoas perfeitas, ambiente fantástico.

Este local irá ser um hostel e é com muita honra que somos os primeiros a repousar neste espaço tão reconfortante.

Vamos jantar às Galerias de Paris onde, em troca, o André vai pôr música. Com um ambiente vintage e colecções de tudo e mais alguma coisa, de Barbies a isqueiros a até um Fiat 500 pendurado na parede. Retornamos ao passado ao som dos êxitos dos anos 80.

O jantar foi confecionado pela Rosinha, já nossa amiga em menos de cinco segundos, que fez tudo do coração. Carne de vaca com arroz selvagem e cheesecake de frutos silvestres.

A pôr música nas Galerias de ParisEstá na hora do André tocar, a sala está cheia, as vibrações em alta e toda a gente a dançar. Viajamos no tempo, dos anos 80 até aos dias de hoje. Umas horas depois, já a dançar todas as músicas, vamos aos agradecimentos e assim saímos para conhecer mais um bocadinho da noite do Porto, juntamente com Vítor e Luís que fazem parte da loja académica Universitarius.

Dirigimo-nos primeiro à carrinha para arrumar o material de DJ e temos visitas… a Polícia Municipal. Caiu-nos tudo ao chão, fomos autuados por estacionamento indevido. Voltando atrás… demos cinco voltas ao quarteirão e nada de estacionamento, perguntámos até à GNR se nos guardavam a carrinha nas instalações, visto que esta dá muito nas vistas e o medo de sermos assaltados é eminente, mas sem sucesso. Estacionamos num local onde estão bastantes carros, partimos do princípio que não seria proibido. E agora uma multa de 30 euros para pagar, ou seja, lá se vão os 5 euros à polícia. Não pode estar a acontecer… bem, o polícia lá nos tranquilizou, ou não, indicando-nos que o auto iria seguir três meses depois. Resumindo, ficamos com nos nossos 5€ e o sr. Agente, que por sua vez foi colega de turma do André na Universidade do Porto, aconselhou-nos a enviar um e-mail a explicar a situação. Neste aparato todo, os amigos da Universitarius oferecem-se parra pagar a coima. Por isso, vamos ver se a multa realmente chega e depois revelamos o que foi feito.

Neste sobressalto todo, acabou a noite para nós, os ânimos estavam completamente em baixo mas por respeito ao Vítor e ao Luís fomos desanuviar e dar um pezinho de dança ao 117 e ao Plano B.

Já com os olhos a fechar, mais uma despedida. Vitor e Luís até um dia, vamos descansar.

Com visitas inesperadas assim adormecemos.

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“Até onde vais com 5 euros?” É a per­gunta de um grupo de cinco estu­dan­tes entre os 19 e os 24 anos, da Escola Supe­rior de Ges­tão de Idanha-a-Nova, que andam à des­co­berta de Por­tu­gal numa car­ri­nha. Orça­mento: cinco euros cada um. Con­tam com a soli­da­ri­e­dade e estão pre­pa­ra­dos para tra­ba­lhar em troca. Pode saber mais sobre a aven­tura na Fugas, segui-los neste blo­gue ou no Face­book ofi­cial.

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