Até onde vais com 5 euros? Dia 2 – Nada acontece por acaso…

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Depois de umas horinhas de sono, poucas, toca a andar…precisamos de tomar um banho para o dia abraçar!

Batemos a algumas portas e o não era uma constante … Rumámos até Setúbal e as piscinas do Clube Naval Setubalense aparecem-nos no campo de visão. “É já aqui”, dissemos já com algum desespero e com bastante esperança.

Entramos, explicamos o que nos trazia ali. Encaminharam-nos para a secretaria. Depois de 40 minutos aproximadamente, entre telefonemas e burocracias entra um senhor para se inscrever no clube. Ouvindo a nossa conversa, interessou-se imediatamente e ofereceu-nos o jantar.

Depois do sim, tão desejado do banho, já tínhamos jantar. “19 horas, lá estaremos com todo o gosto” .

Fomos para o nosso banhinho tão desejado e entre conversas de balneário masculino, surge  mais uma, de tantas, apresentações do nosso projecto. Vítor Cunha entra nas nossas vidas e oferece-nos de imediato o almoço.

Vamos conhecer a família Cunha, a esposa e três filhos adoráveis. Em conversas de itinerários, de modos de vida, de Portugal, com um almoço apanhado de surpresa e numa amena cavaqueira nos despedimos para conhecer a Serra da Arrábida, onde o mar entrega praias fantásticas à serra. Paisagens lindíssimas, recantos… cheios de essência.

São cerca de 17 horas e o Senhor Vítor Cunha apresenta-nos, ainda que telefonicamente Pedro Gaivéu, gerente de um bar em Setúbal a quem propomos a nossa ajuda: arrumar o bar no final da noite e animar o espaço. Negócio fechado! Hoje vamos sair à noite.

Entretanto a fome aperta e uma pastelaria aparece à nossa frente, “Doces encontros” é o nome que nos chama a atenção.

O bolo de leite é o típico do estabelecimento. Mais uma vez o projecto é apresentado e o senhor queria dar-nos 5€. “Não podemos aceitar. É a regra do nosso projecto”. Assim sendo, pedimos os bolos típicos e o senhor oferece com o maior gosto.

São 19 horas e o jantar já está desde as 12 horas. Vamos conhecer a família do Sr. Zé Luís, pensamos nós, quando para nosso espanto não estava só a família, a esposa e os seus 3 filhos mas sim todos os amigos e suas famílias que nos queriam conhecer, ou seja, mais de 20 pessoas estavam à nossa espera.

“O quê????? Brutal!!!!!”

Um movimento para nos conhecerem, para se darem a conhecer e é isto que nós queremos do nosso projecto, estas trocas, estas vontades de dar, de receber o próximo. “Estamos excitadíssimos”, não sabemos o que fazer ou dizer com tanta boa vontade. A mesa recheada de comida faz-nos lembrar um banquete. Um ambiente familiar incrível, amigos unidos em todas as ocasiões. Nem temos palavras suficientes nos dicionários para explicar o que estamos a sentir. Fomos tão bem recebidos, estava a ser maravilhoso, as trocas de aventuras, as cantigas… estávamos em casa. Fizemos parte das “titis do Laú”, assim se intitula este grupo de amigos. “Maravilhoso este calor humano, aqui entendemos o porquê de tantos nãos no início da manhã, era porque o destino nos reservava algo melhor.” Nada acontece por acaso.

A ti Fátima fazia os seus belos 50 anos no dia seguinte, ou seja, a partir da meia-noite. Tínhamos a festa marcada no Laranja, lá vamos todos sair à noite. O André vai pôr som e nós limpamos o espaço, ajudando a fechar.

Trabalho feito, somos convidados a ir para a discoteca Absurdo, espaço de Pedro Gaivéu.  Noite fantástica e, naturalmente, absurda. Sem mais palavras nos despedimos deste dia extremamente fantástico, adormecendo ao lado da praça de táxis, no meio de Setúbal, mais uma vez na carrinha.

Boa Noite ou será Bom Dia?

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“Até onde vais com 5 euros?” É a pergunta de um grupo de cinco estudantes entre os 19 e os 24 anos, da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, que andam à descoberta de Portugal numa carrinha. Orçamento: cinco euros cada um. Contam com a solidariedade e estão preparados para trabalhar em troca. Pode saber mais sobre a aventura na Fugas, segui-los neste blogue ou no Facebook oficial.

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