Ver Londres com outros olhos

Londres tem muitos símbolos conhecidos e utilizados até à exaustão por esse mundo fora, e claro, muitos dos que chegam à cidade ficam extasiados com a sua tão próxima e constante presença.

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Eu era adolescente quando fui pela última vez a Londres (o tempo passa rápido demais, não é?…) numa viagem em família e agora é a minha vez de apresentar esta grande capital europeia aos meus filhos.

Na memória ainda retinha a cor vermelha dos autocarros e a altivez do Big Ben. Mas 20 anos depois, sei que tudo é diferente. A cidade está outra, eu sou outra…e agora ainda tenho os olhos dos meus dois jovens viajantes para completar todo o enquadramento.

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Confesso que para esta visita fiz, deliberadamente, muito pouca pesquisa numa tentativa de conseguir ser surpreendida durante a nossa estadia. E a que fiz, recaía invariavelmente nos percursos e nos locais imperdíveis do costume.

Como também sempre faço em viagem, tentei ver e fazer um bocadinho de tudo, procurei uma perspectiva da vida “real” e fui intercalando os diversos interesses pessoais presentes.

Claro que passámos nos incontornáveis Buckingham Palace e Big Ben, mas não entrámos na Madame Tussauds, nem na London Eye, por exemplo. Em vez disso, vimos e fomos a outros locais que nos deram – quero acreditar – uma perspectiva um pouco diferente desta enorme metrópole turística.

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Decidi então dividir a nossa visita a Londres em três temas principais e não na habitual cronologia de acontecimentos. Na verdade, acaba por ser mais uma lista pessoal de interesses do que propriamente uma “ficha técnica” de visita à cidade.

Mas penso que assim é mais prático para retratar o tipo de experiências por que passámos e até mais útil a quem está a planear uma visita à cidade. E é esse o resumo que a seguir apresento.

• SITUAÇÕES

Estacionar – descontraidamente – onde é proibido (duas linhas amarelas significam que não se pode estacionar), paragens de autocarros viradas ao contrário ou passeios onde não se pode fumar captaram a nossa atenção e olhar.

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• LOCAIS

A loja da M&M’s superou todas as expectativas. Nunca me passaria pela cabeça que uma marca de chocolates conseguisse encher quatro pisos (??) de roupa, malas, bonés, porta-chaves, brinquedos… e claro muitas bolinhas de chocolate colorido (vendidas ao peso), num ambiente muito divertido e agitado (a música da loja ouvia-se a muitos metros de distância).

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Fiquei a saber também que afinal no mais que famoso Harrods não se vende só a roupa, os perfumes e a tecnologia mais cara e moderna que existe. Pois é, a praça de alimentação desta luxuosa loja conseguiu surpreender-me. Pela decoração da sala mas também pela apresentação e variedade de alimentos à disposição: tem pratos de várias partes do globo, servidos a peso e em caixinhas transparentes. O difícil é escolher!

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O St Mary’s Hospital é o hospital que todos falam em Londres. Lá nasceu o Príncipe George em Julho e nós estivemos à porta (mas já sem todo o aparato mediático).

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• TRANSPORTES

O Gonçalo avisou logo no dia que chegámos que “ir a Londres e não andar de autocarro de dois andares é como ir a Roma e não ver o Papa”. Experimentámos assim este autocarro e claro, lá em cima e nos primeiros lugares da frente, excepto o próprio Gonçalo…

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O metro é outro meio de transporte muito utilizado pelos londrinos e pelos turistas. As estações são apertadinhas (o metro fica mesmo, mesmo encostado à parede) e mudar de estação é quase fazer um percurso labiríntico.

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Para completar a ronda pelos transportes públicos também experimentámos o táxi. Todos têm um assento comprido e outros dois mais pequenos e dobráveis, de costas para o condutor. Existe um vidro a separar condutor e passageiros e alguns até têm televisão!

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* Com este post encerro o meu projecto Estocolmo-Londres. Seis países e 2.500 quilómetros depois de deixar a capital da Suécia, eu e os meus dois filhos estamos “mais crescidos” e sem dúvida muito mais “ricos”. A nossa road trip de estreia dará assunto para vários meses… agora é só aguardar! *

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Joana Batista cru­zou a Europa em carro de Por­tu­gal à Sué­cia, com pla­nos de seguir depois para novo des­tino. Conta aqui a expe­ri­ên­cia. Pode acom­pa­nhar mais deta­lhes da via­gem no blo­gue viajaremfamilia.com

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