Abraçar desafios – Dias 5 e 6 da invasão dos vinhos portugueses

Há 40 anos atrás, no topo dos seus 442 metros de altura, a Willis Tower, em Chicago, era o mais alto arranha-céus do mundo. Atualmente, é o 8º edifício mais alto do mundo e o segundo mais alto dos Estados Unidos, logo após o One World Trade Centre.

Quando estamos no topo da torre, sentindo o ligeiro baloiçar de estrutura de aço à passagem do vento, podemos ver tudo em nosso redor até uma distância de 80 quilómetros, incluindo quatro Estados diferentes: o Illinois, o Indiana, o Wisconsin e o Michigan.

O que torna esta experiência mágica é a sensação de não haver limites, como se a terra se estivesse a desenrolar perante nós… para nós. Não existem limites, fronteiras, barreiras. Apenas nós, o céu e o horizonte.

Este sentimento acompanhou-nos ao longo dos últimos dois dias em Chicago. Ao relembrar esses dias, conhecemos pessoas dos quatro cantos do planeta entoando em uníssono a mesma frase “Nós adoramos os vinhos portugueses.”

Permitam-me repetir novamente a frase “Nós adoramos os vinhos portugueses”. Não uma casta, um blend, um estilo, região ou produtor em específico. Não! Adoram os vinhos do país, a sua cultura, as pessoas e a sua forma de ser e de partilhar as coisas, a forma como veem o mundo. Para nós, o que aconteceu em Chicago foi fantástico: apercebemo-nos de que, independentemente de quem se cruzava connosco no Midwest, todos partilhavam o mesmo sentimento: queremos experimentar mais.

A questão é: como?

Chegámos à conclusão que tudo começa com um esforço feito a partir da base. Este é o nosso trabalho quando regressarmos a Portugal. Persiste a ideia de que os consumidores não se apercebem de todo o potencial dos nossos vinhos. O nosso desejo é trabalhar a partir dessa ideia errada. É parte da nossa responsabilidade apresentar aos consumidores as nossas histórias, a nossa cultura e o nosso vinho para criar neles o desejo de quererem mais. Não poderemos esperar que os consumidores queiram o que nunca experimentaram ou conheceram! Não podemos pensar que os distribuidores, os importadores, os retalhistas ou os consumidores quererão, de um momento para o outro, visitar Portugal, ou provar os nossos vinhos, se não souberem que existimos.

Estamos extremamente agradecidos a Chicago, e ao Bin36, por nos terem inspirado nesta nova fase e estamos motivamos para regressar em breve para um segundo round. Este esforço é apenas o início. No nosso regresso ao Minnesota fizemos uma curta paragem em Madison, no Square Wine Co, onde elencámos uma lista de oportunidades futuras.

A última noite no bin36, em Chicago

A última noite no bin36, em Chicago
Óscar Quevedo (Quevedo), Pedro Pintão (Poças Júnior), Julia Kemper (Julia Kemper), Ryan Opaz (Catavino) e Vítor Men­des (Quinta de Goma­riz)

 

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