A essência de uma roadtrip à americana – Dia 4 da invasão dos vinhos portugueses

Uma grande roadtrip é um ritual de passagem para muitos jovens americanos. É, por excelência, um momento de “liberdade”. A oportunidade de conduzir um carro, abrir os vidros e deixar todos os problemas para trás. Com malas atafulhadas de esperança e promessas, olhamos e vemos longos quilómetros de estrada à nossa frente, imaginando uma nova vida de luxúria desenfreada, desejo e paixão.

Jack Kerouac, romancista e poeta, deu à América esta passagem para a aventura. O seu livro “On the Road” permitiu-nos acreditar que tudo era possível: quanto mais se olhasse em frente, procurando por novas oportunidades, nada haveria que nos detivesse.

“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars.” ― Jack Kerouac, On the Road

Jack deu-nos também o espírito para verdadeiramente vivermos. Ele acreditava que todos aqueles que arriscavam e que desejavam ser eles próprios, genuínos e potencialmente ridicularizados pela sua loucura, seriam aqueles com quem valeria a pena fazer amizade. Porquê? Porque tinham a coragem e a audacidade de serem eles próprios. Esses falavam com o coração e com a alma, e, independentemente de quem encontrassem, desejavam abrir os seus braços e dizer “Ei, esta é a minha história!”.

Na nossa viagem à América percorremos o equivalente a duas vezes o território português, mas  ainda temos a sensação de que este dia não foi ao acaso. Isto porque cada um de nós se abriu ao risco, às ideias, às pessoas e a todas as possibilidades. E quanto mais cada um de nós se abre, maior a probabilidade de encontrar realmente o que procura. Porquê? Porque estamos activamente a procurar algo. Hoje, o encontro acidental com um senhor no Indianapolis Motorway Track, que rapidamente nos colocou em contacto com o Professor Ralph Quatrano, que, por sua vez, ajudou Julia Kemper a apresentar o seu vinho Curiosity ao piloto do robot espacial Mars Curiosity… leva-nos a crer que tem havido uma estranha cadeia de coincidências fantásticas!

Indianapolis Motor Sweedway

Vítor Mendes (Quinta de Gomariz), Ryan Opaz (Catavino), Julia Kemper (Julia Kemper), Óscar Quevedo (Quevedo) e Pedro Pintão (Poças Júnior) no Indianapolis Motor Sweedway

A viagem da Invasão dos Vinhos Portugueses acabou por nos dar uma grande esperança. Permitiu-nos acreditar que a cultura portuguesa pode ser partilhada em qualquer ponto do mundo. Deu-nos coragem para agarrar no nosso carro e conduzir em qualquer direção, sempre com a confiança de que vamos encontrar pessoas fantásticas que realmente estão predispostas a conhecer mais coisas sobre Portugal. E, no final, deu-nos a oportunidade de acreditar que todo este esforço que temos feito até ao momento valeu a pena.

Obrigado Indianápolis por esta nova lufada de esperança. Obrigado ao David Honing, da Palate Press, por nos ter recebido em sua casa para um evento incrível. E obrigado à Vines and Table pelo tempo que passaram na nossa companhia, provando os nossos vinhos.

A estrada leva-nos agora até à grande cidade de Chicago! Esperamos ansiosamente pelo encontro no Bin36!

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