HONG KONG

24 horas na cidade que (também) nunca dorme foi tudo o que nos restou. Devido ao tufão nas Filipinas, tínhamos perdido a ligação de Cebu e os previstos quatro dias para explorar Hong Kong e Macau ficaram reduzidos a apenas um. Em HK, de onde regressaríamos a Portugal.

O hostel que vivamente nos aconselharam – e custou a encontrar – estava fechado. Para obras. O cansaço de longo e cansativo dia exigia rápido plano B.

Em local que, erradamente, pensávamos ser hotel, indicam-nos, com simpatia, um “míni hotel, bom e barato”. Do outro lado da rua. Apenas 12 quartos e num só piso. Duas senhoras na exígua receção. Não nos entendemos em inglês. Ainda assim, deu para baixar ligeiramente o preço. nada como negociar com uma calculadora… Sim, ficamos.

Finalmente, livres para explorar. E como HK tem parecenças com Nova Iorque…

O jantar é na zona do mercado noturno de Temple Street. Hesitamos, mas rapidamente escolhemos esplanada. O olfacto não nos permite esperar mais. É hora de aproveitar o movimento intenso. As luzes. Os risos. As pessoas. O buliço. Os cinco pratos que pedimos, algo diferentes do menu fotográfico. Está (quase) tudo bom. Siga!

Os mercados noturnos são das melhores coisas das cidades asiáticas. Envolvem de forma especial. A predisposição para explorar aumenta. Nada encontro de imperdível, mas o cirandar sem tempo e objetivo é delicioso. Tal como o perguntar por isto e aquilo. Faz parte do ritual.

O cabedal vai ser muito solicitado nos dias seguintes. Serão as últimas (13) horas de exploração de Hong Kong e longo e penoso regresso, via Dubai. O corpo aconselha descanso. A noite não se prolonga além do necessário. Cair na cama e adormecer de imediato…

Kowloon (Hong Kong), onde nos encontramos, é bem diferente da “genuína” ilha de Hong Kong, uma das que compõem este território de regime especial: já não é inglês, mas os próprios chineses precisam de visto para entrar.

A caminho das Filipinas, passamos em Hong Kong (ilha financeira) umas boas horas. É aqui que se exibem os principais edifícios símbolo da pujança económica e ousadia arquitetónica.

Libertos das mochilas (guardadas por um euro à hora), exploramos o passadiço marginal, onde sobram aplicados adeptos do fitness em suadas correrias. A diferentes ritmos e empenhos.

O Western Market surpreende pela beleza exterior do edifício. E pelo quase-glamour do restaurante no último piso. Amplo. Bom ambiente. Tentadora comida. Cheio.

Andamos por mercado onde se vende tudo “seco”. Não há alimento que escape. E não faltam clientes.

Gosto dos modernos elétricos estilizados. Prova-se doçaria local. Entramos em templos. Escassas zonas verdes.
É na Hollywood Road que nos perdemos de curiosidade. Pela singularidade das lojas. Pela invulgaridade dos bares e restaurantes. Porque é aí que a cidade sobe e também nos liga ao Soho.

Descemos em interminável escada rolante em pleno coração da cidade. Apanhamos as mochilas e vamos de metro rápido. 10 euros até ao aeroporto. O centro financeiro de Hong Kong abriu o apetite, saciado agora em Kowloon, que nos cativou definitivamente.

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Rui Barbosa Batista relata no blogue Correr Mundo a sua viagem pela Ásia ao longo de Novembro/Dezembro. No site www.bornfreee.com  pode aceder a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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