Adeus ao mestre

Os macacos budistas voltaram ao templo a que dão o nome. Quem é que consegue dizer Swayambhunath?

Voltei para me despedir do mestre Shree. Grande sorriso quando me vê. Estava a pintar máscaras na loja da família. “Eu estava para fechar a loja hoje”, disse-me, “mas não fechei e agora sei porquê. Porque tu vinhas hoje.” Com o Mestre Shree há sempre este porque-tinha-de-ser. Lá vem conselho e lá vem a frase “I must give you this knowledge”. Toda a pergunta merece um “A very good question you make”. Coisa bem feita [é] presenteada com “You make me happy”.

Muitos “don’t forget” de última hora. Um doce, o mestre Shree. Pedi ao amigo dele que nos tirasse uma fotografia. Por mim, teria sido só uma foto com um abraço para recordar um encontro há muito desencadeado. Mas o mestre Shree não foi na conversa. Duas taças, duas varas e uma miniperformance. Eu tive de mostrar que ainda fazia o coaxar de rã na taça e tudo. Mais um chai e um abraço. Finalmente e sem registo fotográfico. Vá lá uma pessoa esquecer-se do pequeno grande homem de rosto sereno e olhar sonhador, generoso na partilha do seu saber.

Encontrei um livro de fotografia do Steve McCurry que não tinha (“Monsoon”) e acrescentei mais um quilo ao meu excesso de peso. Os DVD da “Deepa Meth” (a trilogia da “Water”,” Fire” e “Earth”) também já cá cantam. Ainda busco outros dois.

Massagem marcada para a despedida amanhã, mais jantar com os franceses que retornam do trek.

O meu reino por uma pescada cozida.

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