América Central: Dia dos Sentidos

Quando percebemos nas entrelinhas que os deuses conspiram, nada a fazer. Eles saberão o que fazem. Quanto a nós, para quê contrariar o destino? Somos apenas mortais…

Por isso mesmo, em vez de partir, decidimos ficar. Todo o país em estado de alerta. Chuva persistente. Chata. Inundações. Para quê lutar contra a natureza? Quietinhos também é bom. Oh se é!

Se não os podes vencer… E foi por isso que decidimos dar mais água ao dia. Às nossas vidas. Dedicar toda uma jornada aos sentidos.

Sim, voltamos ao local do crime. Baldi. Se na véspera tinha sido óptimo, por que não fazer ainda melhor?

Fomos mais cedo. Procuramos os mesmos cenários, mas em diferentes perspectivas. Exploramos cada recanto dos 500 metros de piscinas termais montanha abaixo.

Difícil escolher a temperatura mais conveniente. Todas deram prazer infindável ao corpo. Nada como sentirmo-nos abraçados por um mundo ‘caliente’. Fechando os olhos, as cascatas soam mais cristalinas. Tal como o chilrear de pássaros. Ou as gotas divinas que saltitam de folha em folha. Na zona baixa do complexo, a música de fundo impõe a sua lei.

Um guloso parente de esquilo chama a atenção. Cabeças levantadas em direcção à copa da árvore. O bichinho em fausto repasto de uma hora. Quase não ficou folha para amostra.

O tempo passeia-se tranquilamente. Sem pressa. Fomos mudando de cenário regularmente. Mas foi o jacuzzi gigante que mais nos prendeu. À falta de mãozinhas peritas no ofício, massagens de cascatas nos ombros e cabeça são cenário de sonho. Hummm… tãããããooo bboooommmmm!!

A avaliar pela paixão que o lugar instiga nos casais, acreditamos que para a próxima será melhor trazermos companhia. Quantos tentadores pecados guardará este paraíso?

Voltamos a jantar no mesmo local. Mais comedidos, o mesmo prazer no palato. David, um americano de origem chinesa, foi a nossa companhia. Conversa fluida sobre diversos temas. Passará um destes dias por Portugal…

Baldi. Indiscutivelmente, um local a não perder. Mesmo sem vista para o vulcão Arenal. Mesmo com chuva. Que foi Amiga.

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Rui Barbosa Batista relata no blogue Correr Mundo a sua viagem pela América Central ao longo de Novembro/Dezembro. No site www.bornfreee.com  pode aceder a outros rela­tos e ima­gens sobre a viagem.

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