Singapura – Malásia

Cheguei a Singapura sem saber bem o que esperar, tal como já acontecera muitas outras vezes durante as minhas viagens. No entanto tive a maior das surpresas mal percebi onde estava. Com perto de 34 graus e uma humidade relativa de perto de 90%, qualquer coisa serviria para me espantar tal era o estado de cansaço e apatia em que me encontrava.

Arranha céus, comboios sofisticados, iPads, iPods, smartphones, entre outras coisas, rodeavam-me desde o primeiro momento em que passei o controlo de fronteira. Certamente não estava sequer perto de uma cidade asiática onde os cheiros e coisas estranhas nos rodeiam. Estava sim numa bizarra Nova Iorque com a diferença de existirem muitos muitos asiáticos. Assumo a minha ignorância mal percebi que a língua oficial era o Inglês. Senti um alívio imediato pelo que sabia que teria que esperar pelo meu couchsurfer durante pelo menos 5h. Rapidamente activei o meu lado consumista e corri para um starbucks, para comer uma sandes vegetariana e um belo café. Provavelmente seria a refeição mais cara que iria ter mas 4 euros não foi muito comparado com o prazer absurdo que tive quando terminei.

19h e o meu anfitrião chegava por fim. O luxo instala-se em Singapura com uma facilidade nunca antes vista. Mesmo com apartamentos pequenos, sinto como que estando num filme da Sofia Coppola. No entanto a noite seria curta e no dia seguinte seguiria para a Malásia.

Quando decidi fazer wwoofing, pensei ser uma boa ideia pois iria ter tempo para escrever, conhecer pessoas simpáticas, e trabalhar um pouco, quebrando a rotina de viajar. No entanto o que encontrei foi apenas pessoas nada abertas a uma cultura ocidental, em que mesmo existindo muita simpatia e vontade de ajudar, existe também um forte sentimento de exploração.

Tarefas atrás de tarefas, e exigir trabalhar 7h por dia, apenas a troco de comida e estadia quase ao relento, rapidamente me desanimaram. No entanto decidi continuar e estando aqui desde o dia 2 de Novembro, restam-me apenas dois dias para partir.

Sinto alguma estranheza no corpo. Talvez por não compreender se a simpatia por parte dos anfitriões existe mesmo, ou se há algo mais que não consigo entender. O cansaço começa a instalar-se mas após todos estes dias consegui construir um jardim quase do zero, e plantar os primeiros vegetais.

Uma das desvantagens de viajar é que mesmo as coisas mais simples podem-se tornar em grandes problemas. Um pequeno espinho ou algo instalou-se no meu pé de forma a que não o consigo sequer retirar, pelo que Domingo vou activar pela primeira vez o meu seguro de viagem. É a segunda vez que fico doente desde que parti. Uma vez graças aos medicamentos contra a Malária, que desde já não recomendo a ninguém tomar, e outra graças a este belo problema no pé.

Claro que vou continuar a aproveitar, e honestamente sinto-me ansioso para conhecer a minha próxima companheira de viagem, que se irá encontrar comigo em Kuala Lumpur. Dia 15 Tailândia por fim e depois Austrália no dia 1 de Dezembro.

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3 comentários a Singapura – Malásia

  1. Concordo com o que dizes acerca do profilatico da malaria. Tomei-o quando antes de partir para o borneo e devo dizer que, embora sem complicacoes agudas, estive uma semana de mau humor, sem conseguir falar com ninguem com um sorriso. Para quem viaja e quer interagir e conhecer pessoas nao recomendo. Os custos sao muito supriors aos beneficios.

    Em relacao ao teu outro problema, recomendo vas a Johore Bahru pois, mesmo com o seguro de viagem pode ficar bastante caro em Singapura. Como deves saber, esta cidade na Malasia fica a duas horas de singapura e num dia vais e vens.

    Continuacao de boa viagem e ja agora recomendo que des um salto a Indonesia. Se entre KL e Singapura as diferencas sao abismais entao prepara-te lol

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