No mercado

Eram sobre­tudo mulhe­res que ven­diam e com­pra­vam nas ban­cas num dos mer­ca­dos de Yogya­karta. Deci­di­mos parar quando per­ce­be­mos que o mer­cado de fres­cos pro­me­tia fruta e sobre­tudo cor. Além disso, havia roupa, brin­que­dos, uti­li­da­des domés­ti­cas e agrícolas.

A estru­tura de madeira em tons cor-de-rosa protegia-nos do sol forte do meio-dia e o ar cor­ria brando entre as pes­soas e mer­ca­do­rias. A curi­o­si­dade levava-nos a ver, e chei­rar foi mui­tas vezes o melhor meio de iden­ti­fi­car fru­tas e vege­tais apa­ren­te­mente des­co­nhe­ci­dos. As bana­nas eram de dife­ren­tes tama­nhos, fei­tios e aro­mas; as man­gas eram de um verde homo­gé­neo mas o inte­rior mos­trava um ama­relo intenso e perfumado.

As ven­de­do­ras olhavam-nos sem inte­resse espe­cial por­que per­ce­biam que não éramos bons com­pra­do­res. Os olhos fica­ram pre­sos ao ver­me­lho vivo das melan­cias e ao verde ácido das limas mas ficamo-nos por um aba­caxi suma­rento cor­tado de forma caprichosa.

Para entre­ter o cami­nho, trou­xe­mos um saqui­nho de semen­tes tos­ta­das. Não sou­be­mos o nome nem a ori­gem, mas devía­mos ter com­prado mais.

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