Um desafio pessoal: Conhecer todas as ilhas de Cabo Verde

[Luís Leonardo é apaixonado por viagens e por fotografia, a que se dedica como fotógrafo amador. Encontra-se actualmente em viagem por Cabo Verde, país que, como refere, planeia continuar a visitar e a fotografar nos próximos anos, ilha a ilha. No Correr Mundo, relatará essa viagem de contínuos regressos]

Vista sobre a cidade do Mindelo, Ilha de São Vicente

Vista sobre a cidade do Mindelo, Ilha de São Vicente

Encontro-me praticamente a meio de um desafio pessoal que lancei a mim próprio, que consiste em conhecer, com tempo e tão profundamente quanto possível, todas as ilhas do arquipélago de Cabo Verde. Espero fazê-lo até 2015 mas, quanto mais sinto que conheço esta terra, mais fico com a sensação de que ainda existe muito por conhecer. As ilhas são todas iguais e, porém, ao mesmo tempo tão diferentes.

A maior diferença entre elas é possível de encontrar logo através do Google Earth, se por exemplo na Boa Vista estamos rodeados por enormes extensões de areia, por outro lado Santo Antão é uma enorme extensão de manto verde ladeado por montanhas bastante acidentadas.

Confesso que as expectativas eram bastante elevadas, não só pelas longas noites perdidas em pesquisas de Internet, mas acima de tudo pelos relatos não só de vários cabo-verdianos, mas também de vários viajantes. A viagem não tinha o turismo como principal objectivo, mas acaba sempre por sobrar bastante tempo para explorar a terra e conviver com os locais… e neste campo, se a experiência de outras ilhas me ensinou o significado da “Morabeza”, aqui senti verdadeiramente o seu significado, sendo quase raptados constantemente para festas, noitadas, passeios e convívios.

Na realidade e apesar de haver pelo menos dois ou três hotéis marcadamente orientados para o turismo nesta ilha, para os Europeus este é um destino de negócios e trabalho, o que acaba por ser fantástico pois elimina logo à partida esta ilha como destino predilecto dos senegaleses que tentam vender os mesmo óculos seis ou sete vezes no mesmo dia.

Da ilha em si, muito havia para dizer e partilhar, mas tirando o que regressa comigo no coração, resta dizer que o Mindelo é uma cidade fantástica. Ficámos hospedados num hotel orientados para os viajantes de negócios junto à marina, que se encontra a escassos minutos da Praia da Laginha, local habitual não só para mergulhos, mas acima de tudo espaço de eleição para convívio nocturno, na areia, na água e nos bares que o rodeiam.

Aproveitando o tempo livre para uns mergulhos ao final do dia, como é óbvio não poderíamos deixar de o fazer na famosa Baia das Gatas… quatro vezes! É um lugar fantástico e isso poderá ser um dos factores que garante o sucesso ao festival que herdou o nome da terra. Infelizmente já chegámos tarde para o festival, mas pelo que contam os locais, a experiência balnear nesse fim-de-semana não deverá ser a melhor, pois conta quem assiste todos os anos que sobra pouco mais de um metro quadrado por pessoa.

Já que saímos da cidade e rumamos à Baia das Gatas, o percurso mais longo é sem sombra de dúvida o mais interessante, com passagem obrigatória no Monte Verde, de onde é possível não só visualizar toda a baia do Mindelo, mas também a ilha de Santo Antão. No primeiro dia ainda tivemos a sorte de a nebulosidade se encontrar tão baixa que éramos literalmente atravessados pelas nuvens. Uma sensação tão fantástica que obrigou a uma pausa de mais de meia hora onde, sentado a cerca de 700 metros de altitude, se podia apreciar todo este cenários magnifico… ainda subimos novamente ao pico do Monte por mais 2 vezes, mas infelizmente não tivemos tanta sorte com o tempo.

Muito mais ainda havia para dizer sobre esta ilha e alguns dos locais de paragem obrigatória como a Rua de Lisboa, a réplica da nossa Torre de Belém, o Calhau, entre muitos outros, mas o o tempo já se torna escasso e as malas já estão feitas, pois por pouco mais de uma dúzia de euros o Barco leva-nos até à ilha vizinha de Santo Antão e é para lá que nos dirigimos. Esperemos que o mar não se encontre muito agitado e que dois dias tenham chegado para uma pequena volta à ilha… e, claro, mais um relato.

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