Chegamos a Yogy!

Despedimo-nos do comboio com alguma pena numa ampla estação que indiciava a importância e dimensão de Yogyakarta.. Mais conhecida pelo diminutivo Yogy, a cidade é considerada a capital histórica de Java e uma das cidades culturalmente mais ricas do Oriente.

Apanhámos um táxi para o hotel e, pelas janelas, percebíamos que era evidente a mistura entre o antigo e o moderno, as formas tradicionais de vida e aquelas que marcam os dias de hoje. Num inglês compreensível, o taxista apresentava-nos a cidade como “a jóia da Indonésia” insistindo que não era possível perder as muitas preciosidades: o palácio do sultão, as praias, as grutas, o vulcão Marapi, os templos Borobudur e Prambanan e muitos outros de que perdemos a ideia. Ficou escandalizado quando dissemos que só ficaríamos por dois dias. E tinha razão!

Acompanhámos durante algum tempo o rio Code, que atravessa o centro da cidade, e participámos em mais uma verdadeira gincana entre as centenas de carros, milhares de motas e incontáveis peões que se juntam em bando para se aventurarem a atravessar as ruas, mesmo nas passadeiras. Chegámos a um pequeno hotel que se distribuía pelos dois lados de uma rua estreita. Pequenas quedas de água entre a vegetação justificavam o nome do hotel: Duta Garden. Pousadas as malas, fomos jantar numa agradável esplanada de um restaurante do centro da cidade. Foi bom conhecer um amigo português do Gonçalo, que estava em Yogy por seis meses para aperfeiçoar a técnica de tocar gamelão.

Pela conversa percebemos que é uma expressão musical muito importante em Java, em que dominam os instrumentos de percussão (gongos, metalofones, tambores …), que acompanha danças javanesas bem como as representações do teatro de sombras.

Tivemos oportunidade de, no Palácio do Sultão, assistir a uma intervenção de uma orquestra gamelão com dança. Estranhámos menos o som quando fomos ver uma peça de teatro de sombras no Museu Sonobudoyo.

Por detrás da tela, o manipulador move as marionetas ao som da orquestra gamelão. Do outro lado, vemos as sombras que dramaticamente representam os oito episódios dos poemas épicos Ramayana. O desconhecimento do que se declama levou-nos a concentrar a nossa atenção na perícia dos músicos, do manipulador e nos efeitos cénicos das sombras. Percebemos que perdemos muito e ficámos com vontade de ver e ouvir mais.

As principais características da orquestra gamelão são explicadas AQUI .

Neste outro vídeo, a orquestra gamelão acompanha as dançarinas javanesas (AQUI).

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