PÚBLICO

O blogue de 10 políticos em campanha

Comício Público

PSD

Pedro Lomba

Um homem, um voto

A democracia, como a política, não vive sem uma boa dose de aprendizagem e educação. Noto que na generalidade dos casos os locais de voto se organizam em escolas secundárias. Para muita gente, o acto de votar significa voltar às suas escolas, ou às dos seus filhos, ou a outra escola da suas áreas de residência. Eu votei de manhã na secundária Professor José Augusto Lucas, freguesia Alges/Linda-aVelha. Uma escola igual às que frequentei. Com o mesmo tipo de pavilhões e as mesmas salas de aula e os mesmos campos de futebol. Continuar a ler →

Um dever de transparência

O Livre pergunta e, quanto a mim, pergunta bem. Pretendem que o PS, e não só o PS, esclareça se está ou não disponível para, e cito, “um acordo prévio e público” sobre o próximo governo. Porque o ponto é esse. Se António Costa já apalavrou algum tipo de acordo com comunistas ou bloquistas com vista a viabilizar um futuro governo, não tem de ser transparente com os eleitores? Dizer ao que vem de modo “prévio e público”, como propõe o Livre? Continuar a ler →

Entretanto, no Barlavento

Na sexta-feira percorremos Vila do Bispo, Sagres e Aljezur. Estes dois concelhos, Aljezur e Vila do Bispo, são dos menos populosos do Algarve. Não vão muito além, cada um, dos 5000 habitantes. E costumam ter voto cativo à esquerda, que se transmite de geração em geração e representa a memória de um tempo. Mas os votos no PSD e no CDS de há 4 anos foram bem empregues. Em Vila do Bispo fomos ao novo posto da GNR, em excelentes condições. Continuar a ler →

O Estado social que o PS rejeita

Visitas a misericórdias, em Portimão e Tavira. António Costa cometeu um erro crasso nestas eleições e não é de agora: desmereceu o sector social. O dr. Centeno promete cortar na acção social, sem especificar onde e quanto. Os intelectuais orgânicos do PS vislumbram nas IPSS’ e misericórdias um obscuro e ameaçador “Estado paralelo” que urge debelar. Eles que nada disseram no tempo das PPP’s e das empresas públicas, é assim que olham para as instituições deste sector. Continuar a ler →

Vital Moreira não tem razão

Em São Brás de Alportel, entre visitas a empresas de cortiça e centros hospitalares, leio Vital Moreira no Diário Económico. Aprecio o que escreve Vital Moreira. Creio que a sua lucidez foi muito importante nestes anos. Mas Vital Moreira não tem razão quando esvazia a importância de uma coligação constituída antes das eleições na formação de um novo governo. Dois pontos prévios: primeiro, o que conta é o número de mandatos. Porque o que a Constituição protege é o valor da estabilidade e da governabilidade e esses apuram-se pelo apoio parlamentar. Continuar a ler →

Uma diferença

À esquerda vemos, cada vez mais, fragmentação, acrimónia e recusa do diálogo; no centro e na direita, convergência e união, duas condições cruciais para a estabilidade política. A diferença parece esclarecedora.

Clima

Quem se mete nisto, tem de saber que a humildade é sempre a melhor conselheira. Vai-se ouvindo as pessoas, os comerciantes, os companheiros de lista. O diagnóstico deles parece certeiro. Quando a crise aperta, o Algarve ressente-se mais que o resto do país. Quando a economia dá a volta, o Algarve recupera mais que o resto do país. De acordo com os últimos números, o Algarve atingiu uma taxa de desemprego inferior à média da zona euro. Continuar a ler →

O que se esperava que António Costa dissesse

Cidadãos e cidadãs, Se o PS não sair vencedor destas eleições, quero esclarecer que não deixaremos de estar à altura das nossas responsabilidades. O País pode contar com o PS como sempre contou em todos os momentos da nossa História democrática. Seremos exigentes, atentos e construtivos. Vamos analisar todas as propostas quando as conhecermos e decidir sobre elas sempre em função do interesse nacional. O próximo Orçamento de Estado é absolutamente vital para os portugueses. Tem de responder aos seus problemas reais. Continuar a ler →

Um diário

Dois anos depois, regresso ao Público para fazer este diário de campanha. Escrito na primeira pessoa. Mudando uma frase conhecida, o pessoal não é político, mas o político não tem de ser impessoal. Vou estar no Algarve, porque é pelo Algarve que concorro. Falarei do Algarve e do País, porque Portugal é um só. Há quatro anos escrevi uma coluna neste jornal em que dizia que os socialistas tinham deliberadamente provocado eleições em 2011, para não serem eles a assumir a parte dura do ajustamento. Continuar a ler →