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Uma praça de gente madura e uma estátua de ferro a arder

Depois do almoço de reflexão que tive na véspera, com o meu amigo que serve a pátria na bucólica Bruxelas, acordei, com um pesadelo, a pensar que o governo que se seguia tinha António Costa a primeiro-ministro e Paulo Portas a vice primeiro-ministro. Bem me tinha alertado o meu amigo sobre a indicadora declaração de Portas que garantia que a fusão dos grupos parlamentares do PSD e CDS era “precipitada”. E que Portas sabia mais a dormir que Passos Coelho acordado depois de 20 cafés… Com este sentimento amargo de “evolução na continuidade” dirigi-me para votar. “Seja o que Marx quiser”, pensei eu. Normalmente voto em cinco minutos, estive uma hora à espera. Descontando a proverbial falta de organização, acho que estava muito mais gente. Por todo o lado os meus amigos e conhecidos escreviam no FB que parecia que toda a gente tinha acordado para votar. Novos, velhos, pobres e ricos. O meu amigo Sérgio dizia-me: “estou no Lumiar, já votaram 40%”. Um, deles, com um sentido de humor mais ácido acrescentava: “Na Lapa a mesma coisa. Mais de trinta Audis com motorista à espera dos senhores”. Uma coisa parece certa, o povo falou. Sem sondagens e ruídos de fundo, vamos lá ver o que ele disse.

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