PÚBLICO

O blogue de 10 políticos em campanha

Comício Público

Apelo ao Voto nas Esquerdas, especialmente nas esquerdas que são capazes de somar!

Esta legislatura ficou marcada por uma fortíssima deslegitimação da democracia porque nos mentiram descaradamente: prometerem-nos não cortar salários, não cortar pensões, não subir o IVA da restauração, cortar apenas nas «gorduras do Estado» e não no lombo, etc., etc. e tudo foi feito precisamente ao contrário! Alguns pensam que tal seria inevitável, ou porque estava no programa da Troika, ou porque as contas públicas estavam muito pior no final de 2011 do que se pensava em Março-Maio de 2011… Em parte é verdade, as contas estavam muito piores: o regabofe na Madeira, gerida há mais de 40 anos pelo PSD…, tinha ultrapassado tudo o que era imaginável… e, além disso, passámos a legislatura a salvar bancos com o dinheiro dos contribuintes… mas sem assumir o Estado o controlo dos bancos intervencionados… pagamos mas os capitalistas é que mandam, sempre! Mas nada do que foi feito era inevitável: nem estava no programa da Troika, nem tinha de ser assim. Basta pensar que nas rendas das PPP ou nas rendas da energia ou na redução do IRC, houve sempre dinheiro dos contribuintes para aparar os golpes!… Aí pouco ou nada se cortou, nas rendas, ou se cortou foi para aliviar o capital (IRC) e reduzir os recursos do Estado… se fosse uma inevitabilidade tinha sido para todos! Não foi, não era nada inevitável. Também é falsa a campanha (nacional e internacional) de que o PS é o grande responsável pelo que se passou em 2011. Já expliquei, noutro post, que a direita e a esquerda radical tem uma boa quota parte da vinda da Troika! Mas agora, mais importante, gostava de sublinhar que não era o PS e Sócrates que estava no poder nos vários países europeus afetados pela crise!… Esta é uma crise europeia, com raízes predominantemente europeias, sendo as causas domésticas relativamente secundárias… Finalmente, a campanha de propaganda nacional e internacional passa também pelos supostos bons resultados do exercício português. Falso, redondamente falso! Bastante pensar que o peso da divida face ao PIB é hoje muito maior do que em 2010 ou 2011, e muito mais divergente da média europeia, e o défice de 2014 é relativamente igual ao de 2011… Por tudo isso, votar na direita é branquear a campanha de mentiras, é votar contra a democracia (baseada nos compromissos eleitorais para que as eleições tenha significado), é aceitar ser ludibriado, é legitimar o embuste, é comportarmo-nos como masoquistas inconsequentes!… Votar contra o PàF é por isso um imperativo de sanidade democrática e de urgência social!

Depois naturalmente é absolutamente necessário que as esquerdas tenham maioria absoluta no parlamento, e que o PS ganhe ao PàF para que, com segurança, saibamos que o líder socialista que mais abertura mostrou para negociar uma governação com as esquerdas permanece mesmo à frente dos destinos do PS… Depois é preciso votar numa esquerda radical que esteja disponível para compromissos que as outras esquerdas radicais (e o PS) nunca foram capazes de encetar e muito menos implementar em mais de 40 anos de democracia! Por isso, é necessário e urgente votar LIVRE-TDA, o partido / lista que veio precisamente para quebrar o bloqueamento governativo à esquerda!… Creio que as sondagens não são precisas porque sobrestimam a estabilidade face a 2011 na distribuição dos indecisos, ou porque como dizia o meu amigo Rui Brites, parte dos indecisos são votantes do PSD ou CDS-PP que agora não querem assumir a mudança, pela menos para a abstenção… Veremos se é mesmo assim, creio que será, e espero por isso que um dos grandes derrotados da noite sejam as sondagens! Mas, seja como for, imagine-se qual seria hoje a dinâmica de vitória se as esquerdas recalcitrantes (PS, BE, PCP/CDU) tivessem decidido, tal como fez desde o início o LIVRE-TDA, uma disponibilidade clara, inequívoca e assertivamente assumida de não só derrotar a direita mas também de superar as divisões partidárias em prol de um programa comum de governo, capazes não só de derrotar a direita mas também de oferecer uma alternativa de esquerdas. Não foram capazes, até agora!… Votar massivamente no LIVRE-TDA é pois condição sine qua non para que o não aconteceu até agora aconteça depois no Parlamento, ou seja, que uma maioria de esquerdas na Assembleia da República se converta, pela primeira vez na história democrática do país, numa maioria de governo, num governo de esquerdas

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