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Comício Público

O inútil voto útil

A política só é política a sério quando pressupõe uma escolha alternativa de caminhos diferentes. Em Portugal há muito que substituímos isso pela dança da alternância entre os três partidos do centrão. O PS não é igual ao PSD e ao CDS, mas a governação, das suas sucessivas direcções, tem sido na defesa da mesma minoria que se acotovela nos conselhos de administração das grandes empresas e dos escritórios de advogado do regime. O último governo da direita foi tão criminosamente mau que é natural que mesmo uma pedra da calçada pareça uma melhor solução. Agora é preciso ter claro que votar no mesmo, tem os mesmos resultados. Um dos maiores problemas da política portuguesa é as pessoas não se sentirem nem contentes com a direcção política do país, nem representadas pelos eleitos. Quase metade das pessoas desistiu de votar. O dito voto útil é responsável pela profunda inutilidade do voto e contribui impotência democrática em que vivemos. Nós precisamos que o parlamento seja o espelho da opinião política dos portugueses e não uma caricatura limitada às duas alas do pacto orçamental e das políticas de austeridade. Só há solução democrática se o resultado das eleições espelhar a opinião de todos, e não seja fruto da chantagem dos do costume. O nosso país teria um parlamento muito melhor se apenas votassem no PS, PSD e CDS aqueles que gostam daquilo que eles fazem. É preciso somar gente à democracia e pluralidade ao parlamento.

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