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As Vitórias do LIVRE I – A Maior Disponibilidade para entendimentos à esquerda

Independentemente dos resultados eleitorais a 4 de Outubro, que eu espero tragam muito boas notícias para o LIVRE (elegendo pelo menos (!) os 4 candidatos a deputados que mostra num dos cartazes, Rui Tavares, Ana Drago, Isabel do Carmo e Ricardo Sá Fernandes), há já várias vitórias do (Partido) LIVRE – TDA (L-TDA) que eu vou começar a sublinhar aqui numa série de posts, cujo conjunto começa com esta.

Um dos pontos fortes do programa e sobretudo da estratégia do L-TDA tem sido o de quebrar o bloqueamento que tem impedido entendimentos à esquerda para governar. Algumas pessoas acham paradoxal que o L-TDA se apresente como querendo promover entendimentos à esquerda mas começando por criar mais um partido neste campo, ou seja, dividindo ainda mais esta área político-ideológica. É uma boa questão, mas só aparentemente paradoxal. É que há duas maneiras fundamentais de quebrar o referido bloqueamento. Uma é com reformas institucionais (sistema político-constitucional, sistema eleitoral) que, sem comprimir a proporcionalidade, promovam e premeiem a cooperação inter-partidária, a governabilidade, a responsabilidade, e castiguem a política de «gueto». Essa forma de mudar o statu quo não está ao alcance do L-TDA. Mas, precisamente, a segunda forma é a de aparecer uma força política, precisamente como o L-TDA, que faz da quebra de tal bloqueamento um tema central da sua agenda e estratégia. Se tal força vingar eleitoralmente, será uma das vias de reconhecimento da pertinácia de tal estratégia. Mas antes disso, tal estratégia pode dar frutos por via da influência sobre as estratégias dos outros partidos. E é essa é já a primeira vitória do L-TDA.

É verdade que vemos amiúde o BE e o PCP a fazerem do PS o seu adversário principal, em vez de se focarem na direita!… Porém, por outro lado, mesmo que seja apenas «para inglês ver»… veremos!…, há já sinais de inflexão, de maior abertura quer do BE, sobretudo, quer do PCP, a entendimentos com o PS. Por exemplo, num debate com António Costa, Catarina Martins colocou como condições para um entendimento com o PS para uma solução governativa, três coisas: o PS deixar cair o congelamento das pensões, prescindir das mexidas (cortes) na TSU e deixar cair a maior desregulação no mercado de trabalho («despedimento conciliatório»). Ou seja, não foi a renegociação do Tratado Orçamental, ou da divida, foram as três negociáveis condições referidas atrás: ver aqui. E o PCP/CDU não lhe fica muito atrás… ver aqui. Vitórias do LIVRE-TDA, portanto!

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