PÚBLICO

O blogue de 10 políticos em campanha

Comício Público

A FUGA e COLAPSO

Facto: perdemos as nossas gerações mais preparadas. O colapso social de Portugal tem passado também pela “sangria” que teve início com o “convite” conjuntural e político para emigrar feito pelo actua Executivo. Refiro-me aos mais de 500 mil Portugueses que emigraram nos últimos 4 anos. Sim 500 mil cidadãos. Entre estudantes que nunca chegaram a trabalhar em Portugal e aos milhares de profissionais altamente especializados, Portugal perdeu as suas presentes e futuras gerações de profissionais mais bem preparadas de sempre. Para além do drama pessoal que significou o deixar Família, Amigos e Portugal para trás, as consequências sociais são como um tsunami económico.
Portugal está envelhecido. A pirâmide etária inverteu provocando o que há muito era claro: o colapso do Estado Social. As receitas da Segurança Social não chegam para pagar as actuais pensões. Como será o amanhã é a pergunta que oiço todos os dias nas ruas de Portugal. A maioria do quase meio milhão de Portugueses que emigrou, afirma que não volta, que não acredita mais na classe política “reinante”…que Portugal jamais será sustentável. Não serão os pulos em desespero de líderes partidários em comícios na actual campanha eleitoral que vão convencer quem emigrou para sobreviver a voltar.

De modo frio e objectivo, a Segurança Social perdeu 500 mil contribuições mensais e outras tantas dezenas de milhares contribuições decorrentes dos Portugueses desempregados. Como salvar o Estado Social Português?
Os partidos do arco do poder em conjunto com os demais Partidos, com e sem assento Parlamentar, têm de ter o bom senso de escolher a defesa do futuro dos Portugueses através de um compromisso estratégico a longo prazo que seja transparente e imune ao partidismo “bairrista” que vivemos diariamente. A solução é complexa e tem de ser encontrada pois neste momento…simplesmente não existe.

Portugal precisa de uma Assembleia da República nova, com novas ideias, mais competência, mais transparência e mais…bom senso. Podemos, devemos e faremos diferente com o seu voto no dia 4 de Outubro.

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