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Comício Público

A Corrupção da Linguagem e o Branqueamento da Memória pela direita (I): O consenso

A direita no poder (PSD e CDS-PP) foi muito além da Troika, porque quis e porque a Troika foi uma instrumento, um biombo útil, para aplicaram um programa neoliberal radical que nunca passou nas urnas e que o PS disse que não acompanharia, e pediu que fosse pelo menos mitigado. Foi assim nos cortes de salários e pensões, na compressão do emprego na função pública, nos cortes na saúde e na educação, nos cortes na segurança social, na desregulação do mercado de trabalho, nas extensas privatizações, nos cortes na despesa pública (social e não só). Os resultados são conhecidos: muito mais divida em 2014 do que em 2010-2011, défice de 2014 igual ao de 2011, enorme emigração, compressão do emprego público e da qualidade e extensão dos serviços públicos, etc. Mas o que eu queria sublinhar agora é que, em todos estes dossiês, a direita ignorou ostensivamente os apelos ao consenso, à moderação, nomeadamente pelo PS. Por isso, soam completamente a falso (!) os apelos ao consenso da direita, agora na campanha, só se for para cortar 600 milhões de euros nas reformas das pessoas, como se comprometeu com a Comissão Europeia!… e na linha do que tem feito sempre (muito além da Troika): cortar pensões (contrariando compromissos eleitorais e afrontando a Constituição), aumentar colossalmente as taxas, aumentar colossalmente os impostos… Ou seja, quando apela ao consenso a direita só pode mesmo querer corromper a linguagem (o que ela pede ao PS é uma capitulação total perante o seu, da direita, programa neoliberal radical, porque consenso é aproximar posições, algo que nunca fez) e branquear a memória! Não passará! Não passarão!

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3 comentários a “A Corrupção da Linguagem e o Branqueamento da Memória pela direita (I): O consenso”

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