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O país das tecnoformas

Nestas eleições há vários países que vão às urnas. Um deles é das pessoas que sofreram com a austeridade, com os cortes nos salários e nas pensões, com a degradação dos serviços públicos e que vão penar ainda mais com o aumento das rendas especulativas das empresas de energia, telecomunicações, águas vendidas por tuta e meia, por este governo, ao estrangeiro. Este é o Portugal que trabalha mas que não é convidado a decidir quando lhe hipotecam a vida nas PPPs ou decidem entregar a soberania económica ao estrangeiro por via de tratados orçamentais, uniões monetárias não discutidas nem referendadas pela população. Estas são as pessoas que vêem zero por cento de dividendos dos bancos privados, mas quando eles vão ao fundo, por desmandos dos accionistas, são chamadas para pagar a factura. Mas há ainda um outro país que também concorre às eleições: o Portugal das formações da Tecnoforma, pagas a peso de ouro por fundos europeus, para aeródromos que nunca funcionara; o dos políticos com licenciaturas duvidosas em universidades privadas; o dos negócios de milhares de milhões das privatizações, por ajuste directo, e comissão nos escritórios de advogados do regime do bloco central. São estes dois países que vão a votos no dia 4 de Outubro.  Resta saber quem ganha: as pessoas ou o dinheiro.

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