Potter sem fim à vista

Ciberescritas
isabel.coutinho@publico.pt

Mal se chega a Pottermore pode escolher-se qual a língua em que se quer ver o novo projecto da autora britânica J. K. Rowling. Dedicado ao universo dos livros de Harry Potter, este “website” só abrirá em Outubro, mas a versão beta já é visitada por um milhão de “sortudos”. Podemos optar pelo inglês (dos EUA ou do Reino Unido), francês, alemão, espanhol e até italiano.
Nem sinal de português, língua bem conhecida da autora que foi professora de inglês em Portugal antes de se tornar famosa. No futuro irá haver mais línguas: prometem coreano e japonês até ao final do ano. Irritante.
No vídeo onde anuncia o novo projecto, J. K. Rowling diz que continua a receber centenas de cartas, todas as semanas, de fãs entusiasmados, apesar de o sétimo volume dos livros e de o oitavo filme que adapta a série terem encerrado a saga. Por isso criou Pottermore: “uma experiência de leitura online diferente de todas as outras”, assegura. “É a mesma história com coisas novas onde o mais importante: ‘És tu!'”. Pottermore vai ser construído, “em parte”, com a ajuda dos leitores de todas as idades.
A partir de Outubro, toda a comunidade online poderá participar e redescobrir as histórias do jovem feiticeiro. Os leitores com mais de 13 anos vão poder convidar os seus amigos no Facebook e deixar mensagens mas o Pottermore não é uma rede social onde se possa entrar em “chats” ou partilhar informações pessoais. Pottermore é também o local onde estarão disponíveis para compra, em exclusivo, as versões áudio dos livros e, pela primeira vez, as versões ebook da série Harry Potter (num acordo com a Sony). Haverá também textos inéditos de J. K. Rowling, 18 mil palavras de material novo que a autora escreveu e não chegou a incluir na saga, incluindo explicações para algumas das opções que fez nos livros. Por enquanto, quem não faz parte do milhão que superou algumas etapas e conseguiu entrar em Pottermore pode ler as notícias que vão colocando no blogue Pottermore Insider ou seguir o Twitter. Na “Entertainment Weekly”, Keith Staskiewicz já contou quais foram as suas primeiras impressões. Tranquilizou aqueles que poderiam estar preocupados e a achar que Pottermore seria só um jogo para vender áudiolivros e ebooks. Para já, o material que pode ser visto está relacionado com “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, o primeiro da saga. Aos visitantes são apresentados quadros interactivos onde estão representadas cenas do livro. Ao fazer “zoom” e clicar em objectos, os visitantes ficam a saber mais sobre a história. Podem comprar, coleccionar objectos e interagir uns com os outros através de uma série de actividades. No “USA Today”, Carol Memmott desvendou que os visitantes podem ler cinco mil palavras de Rowling sobre como fazer varinhas mágicas e a importância da madeira que se usa. A autora está presente em vídeos e num deles conta como se apercebeu de que inconscientemente tinha escrito sobre uma casa da sua infância. Só quando foi à rodagem do filme é que viu que tinha criado no livro uma réplica da casa onde tinha vivido. Uma coisa há em comum em todos os relatos de quem já lá entrou: Pottermore é viciante.

Pottermore
http://www.pottermore.com/

Blog Pottermore Insider
http://insider.pottermore.com/

No Twitter
http://twitter.com/pottermore

(2 de Setembro de 2011, ípsilon)

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