Sexta-feira pode ler no suplemento Ípsilon…

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NA CAPA

Joanna Newsom já não vive no reino da fantasia
Em 2004, Joanna Newsom apareceu com uma harpa e uma voz de criança e era fascinante ver como não pertencia a este mundo. Em 2010, a música dela tem corpo de mulher e é fascinante ver como pertence a este mundo. Por Mário Lopes

O lado B da New Weird America
Em 2004, ano-chave do regresso da folk, Joanna Newsom e Devendra Banhart foram metidos no saco da “New Weird America”. O termo tinha sido inventado, porém , para designar outros artistas, vindos de todos os lados em direcção a uma meta comum: liberdade.

Purismo não, génio sim
“Senhor Galandum”, o terceiro disco dos Galandum Galundaina, encerra as dúvidas: estamos na presença de um tremendo grupo. Há menos gaitas e mais canções, a tradição suavemente deturpada, Arábias e Leão de mãos dadas. Obra-prima.


Retrato de lolita (com tirano ao fundo)

Durante anos, Laetitia Sadier foi a voz dos Stereolab e não pôde dar vazão às suas canções porque o tirano do ex-namorado queria tudo para ele. Agora, a solo, escolheu para produtor outro tirano, Richard Swift, e voltou ao indie de guitarras de há 20 anos.

Ele é a repressão. Ele é o fascismo. Ele é o Pinochet.

“Tony Manero” pode até não ser uma metáfora do regime militar de Pinochet. Mas junte-se um grupo de chilenos em Lisboa e a leitura do filme de Pablo Larraín, esta semana nas salas, não poderá ser outra. Há um passado negro a cobrir Raúl Peralta, essse imitador de John Travolta em “Febre de Sábado à Noite” e também “serial killer”.

Jonah Lehrer abre o nosso cérebro
É o menino-prodígio da divulgação científica. Editor da revista “Wired”, publicou dezenas de artigos numa das revistas mais exclusivas de ciência, a “Nature”. Do autor de “Proust era um Neurocientista” acaba de sair “Como Decidimos”. Como é que a mente humana escolhe o que fazer? Razão ou emoção?


Que seria do Rio sem Carlito Azevedo?

O escritor brasileiro Bernardo Carvalho diz que não “entende” nada de poesia mas quando recebeu “Monodrama”, livro de poesia do carioca Carlito Azevedo, ficou maravilhado. Mote para conversa sobre poetas do Rio.

“Boys will be boys”
O texto é do dramaturgo John Kolvenbach, a encenação é do realizador Marco Martins, a interpretação é dos actores Gonçalo Waddington e Nuno Lopes. Tudo bons rapazes, em “Num Dia Igual aos Outros”.

João César Monteiro deu trabalho aos artistas
O que pode o cinema de João César Monteiro levar à arte contemporânea? Que lugares e afectos partilham? Numa exposição no Convento dos Cardaes, em Lisboa, cinco artistas respondem com as suas obras. Diante de um cineasta que nos condena a ficar.

E um texto de Vítor Silva Tavares especialmente escrito para o ípsilon: “César Monteiro segundo Luiz Pacheco (comigo a reboque)”

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