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NA CAPA

Édipo, um rapaz de Lisboa
Diogo nfante viveu 34 anos sem conhecer o pai, e dedica-lhe o “rei Édito” que está a fazer no Teatro D. Maria II,, à frente de um elenco de 40 actores e músicos. É uma espécie de “Édipo, Um Rapaz de Lisboa”. Vem da cabeça de Jorge Silva Melo e da emoção de Diogo. Tem para trás 2500 anos de teatro, filosofia e psicanálise. Somos nós, agora, claro. Por Alexandra Lucas Coelho

À procura da pátria certa
Em “O Príncipe de Homburgo” não há vilões. Todos são bons, mas com falhas. Mentem ou exageram, pelas melhores razões. Numa mesma cena, ao longo da peça de Henrich von Kleist, em cena no CCB, mudam. O que é a lealdade a uma pátria?

Benicio del Toro, o monstro bom
Benicio del Toro gosta de filmes de terror e acordou o monstro: podem vê-lo, um lobisomem americano, no “remake” de um clássico de 1941, “O Lobisomem”. Encontrámos o actor em Londres: não é o lobo mau.

No ringue com Bruno de Almeida
“Bobby Cassidy” é muito bonito por várias razões. Por exemplo: sendo um documentário sobre um pugilista americano, incita a nossa imaginação a ver ali Nova Iorque e o cinema americano dos anos 70. Foi isso que levámos para o ringue.

“Poder dar um tiro em alguns mafiosos – isso, sim, far-me-ia feliz”
James Ellroy assume que é homem à altura dos homens dos seus livros: autoritário e com forte fixação em mulheres; homem de consciência, mesmo se a conduta pessoal não é a mais correcta. Foi uma entrevista tensa e musculada – faz justiça à fama de génio contorcido do escritor a que Joyce Carol Oates chamou “o Dostoievski americano”.

Reinaldo Arenas não mendigou a vida
Foi a voz literária mais incómoda do regime de Fidel Castro. Torturado e humilhado nas prisões cubanas, o Governo acabou por deixá-lo sair da ilha por ser homossexual. Suicidou-se em 1990 depois de terminar a autobiografia. Agora que por cá foi reeditado o seu melhor romance, “O Mundo Alucinante”, Reinaldo Arenas volta à vida.

Vida em confusão, fotografia em devaneio
Fotografou, foi fotografada: em 34 anos, a suíça Annemarie Schwarzenbach foi tanto um sujeito como um objecto do século XX. Uma exposição no Museu Colecção Berardo, em Lisboa, reconstitui agora as viagens ( e a viagem) da vida dela.

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