O mundo dela

Ciberescritas

Isabel.Coutinho@publico.pt

Chama-se Stephenie por causa do pai, Stephen. Na sua família nunca tiveram empregada. Conheceu o seu actual marido, Pancho, quando tinha quatro anos. Mas nunca foram os melhores amigos. Encontravam-se nas actividades da igreja a que pertenciam: a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Casaram há mais de dez anos. Na faculdade licenciou-se em inglês mas em vez de optar pela escrita criativa resolveu concentrar-se em literatura. Os seus autores preferidos e influências passam por Jane Austen, William Shakespeare, Charlotte Bronte, Daphne DuMaurier, Louisa May Alcott, William Goldman. E quando escreve Stephenie não consegue fazê-lo sem ouvir música. Diz que a sua musa é a banda Muse (uma dos temas da banda sonora do filme “Crepúsculo” é deles), mas também gosta de Linkin Park, My Chemical Romance, Coldplay, The All American Rejects, Travis, The Strokes, Brand New, U2, Kasabian, Jimmy Eat World e Weezer.
Estes factos da vida da Stephenie Meyer ( considerada pela revista “Publishers Weekly”, em 2005, quando publicou o seu primeiro livro, “uma das mais promissoras escritoras”) estão pormenorizadamente explicados numa “biografia não-oficial” no “site” oficial da escritora norte-americana. Está lá também “uma biografia oficial” mas ficou reduzida a algumas linhas e a outra é muito mais sumarenta. Este “site” oficial existe graças à perseverança do irmão mais novo de Stephanie, que quer ser optometrista e no intervalo das aulas foi construindo o “site” para a sua irmã.
É uma mistura de apontamentos de blogue, entrevistas (áudio e que saíram em jornais e revistas), informações sobre os livros e os filmes adaptados das suas obras. Uma delicia para os fãs. Ali se encontram, por exemplo, detalhes e fotografias sobre os carros (anos e marcas) que Edward, o vampiro, conduz nos seus livros. É possível ler cenas que foram cortadas dos livros, capas das várias edições internacionais. Podem-se ler os primeiros capítulos de algumas obras e está lá também o PDF de “Midnight Sun” que nunca chegou a ser publicado por ter ido parar à Internet sem consentimento da autora. Outra coisa fantástica é a possibilidade de os fãs olharem para as listas de canções que Meyer estava a ouvir quando escrevia “Midnight Sun”, carregarem no “play” e ouvirem também as músicas.
Quem leu “Nómada”, o romance para adultos de Meyer, pode ver no “site” uma série de fotografias do deserto e de cactos e das paisagens inóspitas onde a autora se inspirou para o romance. Está lá também a lista de músicas ligado a este livro. Quem quiser pode ouvir excertos áudio de capítulos dos três primeiros livros da saga. O vídeo da canção “‘The Resolution” da banda Jack’s Mannequin (que costuma aparecer nas suas “playlists” a acompanhar os livros) foi concebido por Stephenie Meyer e pode ser visto no “site”.
O último post da escritora é de 21 de Abril 2009. Serve para desmentir um rumor que apareceu na Internet em que se dizia que ela estava a ser processada por uma colega da escola, Heidi Stanton, por plágio e que isso teria até feito parar as filmagens de “Lua Nova”. É mentira, avisa. “Acho que a moral desta história – grande surpresa – é que não se pode acreditar em tudo o que se lê na Internet.”

Stephenie Meyer
http://stepheniemeyer.com/

Twilight Portugal
http://twilightportugal.blogs.sapo.pt/

Blogue oficial da saga Luz e Escuridão
http://crepusculo.blogs.sapo.pt/

(crónica publicada no Ípsilon de dia 1 de Maio de 2009)

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