A única entrevista na TV de Clarice Lispector

Em 1977 a escritora brasileira Clarice Lispector deu esta entrevista ao jornalista de televisão Júlio Lerner, do programa “Panorama Especial”. Colocou como condição que só fosse para o ar depois da sua morte. O que aconteceu pouco tempo depois.
Fiquei a saber da sua existência durante o colóquio dedicado a esta escritora brasileira que decorreu esta semana na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.
No programa 30 Anos Incríveis da TV Cultura, com apresentação de Gastão Moreira, passou a entrevista histórica. É esse programa que podemos ver aqui.

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15 comentários a A única entrevista na TV de Clarice Lispector

  1. Conheci a primeira obra de Clarice: Paixão Segundo G.H fuçando na briblioteca de minha escola, há uns dois anos. Não encontrei autora mais inspiradora. Mulher que me arrebatou para a literatura. Há três anos, não imaginava querer ser um escritor. Escrevo, mas antes, lembro-me de uma das frases de Lispector: Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

    Yago Sales, 17 anos, Goiânia-GO.

  2. Queira perguntar-lhe Isabel, se sabe de alguma livraria que tenha a ‘Água-Viva’, de Clarice. Não encontro o livro em lado nenhum.
    Obrigada.

  3. Lol.Você com essa arrumou-me! (Depois eu dou a moeda). É que a Sara tem um linguagem muito peculiar (ou devia dizer PICAliar?). E parece ser especialista em agulhas. Como decidi não continuar a perder o meu tempo consigo (e ocupar espaço alheio), termino com uma sugestão grátis, que se dedique ao tricot, é mais saudável e não incomoda os outros- e outras)

    The End

    ps. realmente agora é que eu li melhor: “só me espanta a desonestida intelectual de alguns, fazendo desta «descoberta» um achado único e insubstituível.”

    ps2 destaque para a “desonestida” (Lol)

    ViMe
    (acrescentei as 2 letras seguintes às iniciais do meu nome)

  4. Você com essa arrumou-me! (Depois eu dou a moeda). É que a Sara tem um linguagem muito peculiar (ou devia dizer PICAliar?). E parece ser especialista em agulhas. Como decidi não continuar a perder o meu tempo consigo (e ocupar espaço alheio), termino sugerindo que se dedique ao tricot, é mais saudável e não incomoda os outros- e outras)

    The End

    ps. realmente agora é que eu li melhor: “só me espanta a desonestida intelectual de alguns, fazendo desta «descoberta» um achado único e insubstituível.”

    ps2 destaque para a “desonestida”

    ViMe

  5. car@ VM,
    não me referia a si nem ao seu comentário. se o quisesse fazer teria comentado directamente no seu blogue.
    bem, mas como se costuma dizer: «só se pica quem tem agulhas». será que tem para aí algumas escondidas?

    lamento tê-l@ ofendido.

    cumprimentos,
    sara

  6. Sara,

    O comentário de “desonestidade intelectual” (que acusação tão… sem comentários mas grave e inadmissível, pelo que não pode deixar de ficar sem resposta) era para mim? Pelo menos, pareceu.

    Quando foi referido “oficialmente”, foram utilizadas aspas pois era uma expressão “oficiosa” e, no fundo, estava a referir em mídia (se um blogue assim puder ser considerado) de Portugal, pós-anúncio/realização do Colóquio que tornou Clarice Lispector cá mais (re)conhecida e, claro que não era para levar “à letra” (se bem que é indesmentível, ou seja, um facto) mas apenas, digamos, para sublinhar que também fazemos descobertas interessantes. Aliás, a entrevista já está(va) no YouTube desde 21 de abril de 2006, pelo que já deve ter sido partilhada por outros.

    E, como você disse, basta fazer uma pesquisa (foi o que eu fiz) quando quis saber mais sobre a escritora e fazer assim a divulgação mais completa e interessante possível sobre o Colóquio e a pessoa homenageada.

    Já agora, permita-me a sinceridade, quanto à sua referência no seu blog (que, pelo menos por agora, “oficialmente” é a 1ª), não deixa de ser um pouco “limitada”, na minha opinião, pois apenas tem um título, um vídeo, ligação para outros 3, à excepção dos comentários deixados posteriormente, o seu em resposta a outro.

    VM
    BiblioFilmes Festival

  7. bem, assim sendo quem ganha sou eu, 😛 que publiquei a entrevista (disponível no Youtube, como podem verificar) em outubro passado. é uma questão de sermos um dos muitos “amadores” de Clarice (e não lembrarmo-nos apenas aquando de colóquios e afins) e pesquisarmos na net sobre tudo o que a ela diga respeito. só me espanta a desonestida intelectual de alguns, fazendo desta «descoberta» um achado único e insubstituível.
    o link do post em que publiquei a entrevista na íntegra: http://mortederimbaud.blogspot.com/2008/10/clarice-lispector.html

  8. Ouvir a última entrevista de alguém que sabe que é a sua última entrevista é um gesto de uma profunda dádiva de si e uma presença sempre contemporânea para todos os seus leitores.O rosto de uma escrita magnífica.
    Obrigada pela ideia e pela divulgação,não conhecia. FDC

  9. Ouvir a última entrevista de alguém que sabe que é a sua última entrevista e deseja que seja ouvida só depois da sua morte, é um gesto de uma profunda dádiva de si e uma presença de si para sempre contemporânea e que abre novos conhecimentos a todos os leitores, a quem já a leu e aprende mais e melhor e a quem se inicia e descobre e maravilha com um rosto lindo e uma voz de escrita poética magnífica. Obrigada Isabel Coutinho. FDC(1945)

  10. Incrível o modo como responde, perto dos 9 minutos da Parte 1, à pergunta “quando é que um adulto se transforma em triste e solitário”?… Breves segundos de emocionante e profunda humanidade.
    Obrigado pela partilha, Isabel.

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