Amanhã podem ler no suplemento ípsilon


“O Tigre Branco”, primeira obra de Aravind Adiga, e Booker Prize 2008, é um retrato mordaz, pícaro, da Índia como potência económica emergente. “Shining India”, diz, orgulhoso, o “slogan” político num país da era da globalização. Mas para quem brilha a luz, a prosperidade? A mobilidade social é possível num país onde vigora ainda um sistema de castas rígido? Com o livro de Adiga, e com declarações ao Ípsilon do próprio autor, vamos pela Índia da luz e pela Índia da escuridão.

“Reborn: Early Diaries 1947-1964” é o primeiro de três volumes dos diários de Susan Sontag, o buraco da fechadura dos anos de juventude de uma das intelectuais mais influentes da América do pós-guerra. É um “big bang”: detectamos o embrião de ideias que a acompanharam durante a vida.

Surgiram há dois anos como pontas-de-lança da electrónica mais negra. Chegado o álbum de estreia, têm mais para oferecer: soul e funk misturados com beats em ritmo de chula e guitarra portuguesa. No fim aparece o actor Nuno Lopes com a sua personagem “O Chato”. Mas “Ruídos Reais”, o disco de estreia dos Macacos do Chinês, é para levar a sério.

Filmes feitos por africanos influenciados pelo cinema de arte e ensaio europeu e a pensar nos festivais de Cannes ou Berlim; e filmes feitos por africanos com orçamentos baixíssimos e vendidos aos milhares em VCD’s nas ruas de Lagos e outras cidades. O cinema em África passa por ambos. E, por isso, o ciclo que começa sexta-feira no São Jorge, em Lisboa, também.

O coreógrafo António Tavares e o compositor Vasco Martins juntaram tenores com batucada, puseram a soprano Carla Simões a cantar com Sara Tavares, misturaram estilos, assumiram o barroco tropical. Tudo para contar a história da escravatura em Cabo Verde. Um espectáculo – sexta no CCB, em Lisboa – que é “um grito surdo em forma de ópera”.

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