Bem-vindo 2009

Ciberescritas

Isabel.Coutinho@publico.pt

O que esperar de 2009? Crise, crise, crise. Todos os dias aparecem notícias de cortes e despedimentos em grupos editorais estrangeiros. Por cá, o que poderá mudar no mundo editorial português? Dois grandes grupos editoriais espanhóis – a Planeta e a Santillana – vão entrar no mercado. Quer um, quer o outro estão a organizar as suas equipas e vão começar a publicar as suas colecções de ficção e não-ficção durante este ano. Depois da concentração das editoras que aconteceu em Portugal (em 2007 e se prolongou pelo ano passado) vamos estar todos a seguir com atenção o que a concorrência destes grupos irá trazer (de bom ou de mau) ao mercado português.
Que género de livros vão invadir as livrarias portuguesas? É provável que as tendências incluam livros de “memórias” escritos por celebridades – tal como já aconteceu no mercado internacional. Desde há dois, três anos, nas feiras de compra e venda de direitos, quer de Londres, quer de Frankfurt, que se negoceiam os chamados “misery books”, histórias da desgraçadinha verdadeiras, que estão a demorar a chegar cá. Alguns até já foram publicados e não venderam muito mas é provável que outros comecem a surgir e quem sabe se, finalmente, a vingar no nosso mercado.
Com as eleições à porta deverão surgir nas editoras portuguesas biografias de políticos. É claro que o primeiro-ministro José Sócrates é o tema mais tentador. E haverá certamente livros sobre a crise e como lidar com ela pois essa foi a principal tendência da última Feira de Frankfurt, em Outubro. 2009 poderá também ser o ano em que o novo romance de Dan Brown será publicado. O escritor tem que entregar o manuscrito ao seu editor e pelo que tem sido tornado público ainda não o fez. Talvez na Feira do Livro de Londres já se saiba se vai haver livro ou não.
Logo nos primeiros dias deste ano a empresa holandesa iRex Technologies lançou um novo modelo de leitor de e-Books, o iRex Reader 1000. Tem um ecrã maior do que o habitual, tem uma caneta que permite escrever no ecrã táctil e tem ligação de WIFI e Bluetooth. Este aumento do tamanho do ecrã pode ser seguido por empresas concorrentes que lançarão também novos modelos.
Lá para o final de ano a Plastic Logic deverá começar a comercializar o seu aparelho (ainda sem nome) que serve para ler livros em formato electrónico, jornais, revistas e outros documentos. Além de ser muito fino e leve, tem um ecrã maior que o dos leitores de livros electrónicos existentes e é também “touch screen” (no You Tube existem já vídeos com o protótipo e vale a pena ir ver).
O seu ecrã de e-Ink (tinta electrónica) ainda não é a cores mas tem tudo para revolucionar o mercado. Ainda não se sabe quanto vai custar e em ano de crise, o preço será decisivo. Este ano poderão finalmente aparecer ecrãs de e-Ink a cores mas só em 2012 é que esses mesmos ecrãs permitirão a visualização de vídeos. Tudo isso já está disponível num telemóvel.
A verdade é que a Apple (com o iPhone e o iPod Touch) já fez mais pelos e-Books do que qualquer um destes aparelhos. A prová-lo está o sucesso que durante 2008 tiveram todas as aplicações que servem para ler livros nestes gadgets e os acordos que editoras norte-americanas já fizeram para lançar livros em formatos compatíveis. Têm uma vantagem sobre todos os outros: ecrã a cores e são aparelhos multifunções. Pertencem ao grupo dos objectos que você nunca quer esquecer quando sai de casa.

iRex Digital Reader
http://www.irextechnologies.com/irexdr1000

Plastic Logic
http://www.plasticlogic.com/

Apple
http://www.apple.com/itunes/

(publicado no suplemento ípsilon de 9 de Janeiro de 2009)

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2 comentários a Bem-vindo 2009

  1. O Caso do litigio que há entre o Hotel Sheraton e a Fundação Geolingua, desde 2005, e que está pendente de uma decisão do Tribunal de Comércio de Lisboa, entre outros, será objeto de um livro, de uma peça de teatro e de um documentário para cinema, sobre este caso, paradigmático e bizarro e que irá colocar a NÚ, a “Justiça” Criminosa que se pratica em Portugal. – Algo semelhante aconteceu em 1506 em Lisboa e, a história está a se repetir. Já enviei vários e-mails para a jornalista Isabel Coutinho e não obive resposta até o momento. Para maiores informações entrar em contacto com Roberto Moreno – 966 054 441 – geo@geolingua.org

  2. – Este blogue do jornal o PÚBLICO, escrito por Isabel Coutinho, vem mesmo a calhar. Pois, é justamente utilizando as novas tecnologias de informação que o “Caso da Fundação Geolíngua”, vai alavancar a GEOpress, um novo órgão de informação e, que será, também, uma Agência de Notícias, à sério! – Foi em 1996, que o Projecto Geolíngua teve o seu inicio físico, ao criar a Geolíngua-Business Center, um “Escritório do Futuro” situado no Hotel Sheraton de Lisboa, e que funcionou até 16-9-04, quando de lá foi expulsa, por motivos que …, bem, este assunto deixaria qualquer jornalista indignado, com os seus próprios colegas e de cabelos em pé, ao saber o que é que está a acontecer … As reportagens realizadas em 1997, no interior do referido hotel, pelo jornal o Público e a SIC Televisão, levantam o véu do que vem por ai. A Ciberescrita será uma boa aposta, pois, o “Caso Geolíngua” será objecto de um livro, onde parte do mesmo já foi publicado e dá pelo nome de Jusformulários Penal. O livro do futuro, vem ai, aguardem! – A presença de jornalistas e/ou escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura será a tónica maior, da futura GEOeditora. – Para maiores informações, entrar em contacto com Roberto Moreno – 966 054 441 – geral@geopress.org

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